A CBF recebeu nesta segunda-feira (6/4) dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B do Brasileirão, em evento realizado em um hotel na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro (RJ), visando a criação da Liga do Futebol do Brasil. Com a presença do presidente Samir Xaud, a entidade também recebeu lideranças das Federações estaduais.
Assim, a entidade apresentou um cronograma onde sugere datas para realizações de novos encontros, cada um com um tipo de abordagem. Segundo o “ge”, entre maio e julho se darão a coleta de sugestões dos dirigentes e elaboração de propostas. Entre agosto e setembro, tais propostas serão apresentadas, ajustadas e, possivelmente, aprovadas. Por fim, entre outubro e dezembro, ocorre a estruturação da comercialização e do estatuto da Liga.
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“Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro”, celebrou Samir Xaud.
CBF apresenta estudos para melhorias no futebol brasileiro
Durante o evento, a CBF apresentou estudos conduzidos desde os primeiros meses da atual gestão para mostrar todo o potencial inexplorado do futebol brasileiro, cuja primeira divisão nacional, apesar disso, é a sexta liga mais valiosa do mundo. Eles se baseiam nos modelos de governança e estratégias das ligas e federações de Inglaterra, Alemanha e Espanha para temas como fair play financeiro, tecnologia e profissionalização da arbitragem.
Contudo, antes de dar início a todo este processo, a CBF atendeu recentes manifestações de diversas entidades desportivas e clubes para organizar uma solenidade cujo objetivo é começar as conversas a respeito de uma liga única no Brasil, movimento visto pela entidade como um passo necessário para a evolução do futebol brasileiro.
Comparou-se diferentes questões estruturantes do Brasileirão com os principais campeonatos nacionais do mundo. Assim, descobriu-se as áreas em que o Brasil ainda carece de melhorias: calendário, tempo de jogo, estádio (público, segurança e infraestrutura), transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de jovens talentos, governança do regulamento e situação financeira dos clubes.
“Essas reformas não são acessórios; são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade”, enfatizou Xaud.
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