O Conselho Deliberativo do São Paulo iniciou, na última quarta-feira (8/4), à votação que pode expulsar Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro social do clube. Os dois, afinal, são investigados por participação em um esquema de exploração clandestina de um camarote no estádio. A votação começou apenas às 22h e tem previsão de término às 17h desta quinta-feira.
Antes mesmo do início, cerca de 30 sócios do grupo Nova Era Tricolor levaram faixas pedindo a expulsão de Mara e Douglas e entoaram gritos de protesto.
Já na reunião, as acusações têm como base um áudio, que Douglas e Mara, em conversa com Rita de Cássia Adriana Prado, mencionam a venda clandestina do camarote 3A, conhecido como presidencial, para shows no estádio.
O relator da Comissão de Ética, Luiz Braga, ressaltou que os ex-dirigentes apresentam versões diferentes desde o início das investigações. Isto dificulta o processo de expulsão.
“A Mara e o Douglas são controversos desde o início. Há no processo o parecer de uma empresa contratada para auditoria externa. No próprio relatório, um contradiz o outro. Nas audiências foi a mesma coisa. A Mara foi honesta ao admitir que o áudio é verdadeiro, que os 44 minutos são fiéis. Já o Douglas disse não ter noção do conteúdo”, relatou.
O caso também é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.
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Entenda o caso no São Paulo
A posição do atual presidente tem uma explicação. Afinal, um áudio revelou um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de shows, em dezembro de 2025.
Diante disso, houve quatro mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão Mara Casares, ex-esposa do ex-presidente Julio Casares, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo. Além disso, Rita Adriana também está na lista. Ela seria a responsável por explorar um camarote durante o show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025, segundo a investigação policial.
Aliás, todos os citados já deixaram o clube. Mara Casares e Douglas Schwartzmann renunciaram aos cargos logo após a divulgação das denúncias. Carlomagno, outro integrante, acabou sendo desligado no início deste ano, em meio à crise política que culminou na saída da antiga gestão.
O promotor ainda disse que, no âmbito de shows, o Morumbis foi transformado em uma gigantesca máquina de caça-níqueis, que favoreceram pessoas e não o clube. Por fim, o São Paulo alega ser vítima no caso e vai contribuir com as autoridades na investigação.
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