A trajetória de Gabriel Jesus na Inglaterra pode estar chegando em seus capítulos finais. Após anos de protagonismo desde os tempos de Manchester City, o jogador hoje enfrenta um cenário diferente no Arsenal, onde perdeu espaço entre os titulares. Em meio a lesões e à chegada de reforços, o atacante reconhece a mudança de status, mantém o foco no presente, mas não descarta um retorno a um antigo amor: o Palmeiras.
Mesmo com mercado na Europa, o nome do jogador frequentemente volta a ser ligado ao Verdão. Revelado na base do clube, Gabriel Jesus não esconde o carinho e admite o desejo de um retorno.
“Eu tenho um contrato com o Arsenal. Obviamente que a minha situação no Arsenal mudou do que era antes, mas o meu foco principal hoje continua sendo o Arsenal, fazer as coisas acontecerem aqui, ajudar da maneira que o treinador precisar e depois, obviamente, acabando a temporada, aí a gente começa a pensar”, disse Gabriel Jesus, que prosseguiu.
“Eu também tenho que receber uma proposta do Palmeiras. A relação com o Palmeiras sempre foi muito boa e sempre vai ser, tenho uma gratidão imensa. A minha vontade é um dia voltar para o Palmeiras e conquistar mais títulos ainda. Porque eu já senti esse gosto de conquistar títulos no Palmeiras. E é algo que ainda está em mim, é uma vontade muito grande”, completou, em entrevista ao ”ge”.
Ídolo do Palmeiras?
Apesar da identificação, o atacante adota um tom humilde ao falar sobre seu legado no clube. Para ele, o tempo de casa pesa na hora de definir quem pode ser considerado ídolo.
“Eu, particularmente, não me considero um ídolo do Palmeiras. Não fiquei muito tempo, ganhei dois títulos. Óbvio que a gente está tratando do Brasileiro de 2016, um campeonato que o clube não ganhava há muito tempo e eu tive um impacto muito grande. Ninguém ganha um campeonato sozinho”, explicou o atacante.
Na visão do jogador, o reconhecimento maior pertence a atletas que mantêm regularidade e constroem história ao longo dos anos, como Gustavo Gómez e Raphael Veiga, além do técnico Abel Ferreira.
“Eu não chego nem perto dos caras que estão há muitos anos no Palmeiras, que estão conquistando título a cada ano. Talvez o torcedor tenha muito carinho pelo momento que foi. Eu até brinquei uma vez com o Veiga, postei “O cria da base e o ídolo do Verdão”. Porque eu realmente, eu me considero assim”, completou.
Contudo, o respeito por Abel Ferreira também ficou evidente. Aliás, para Gabriel Jesus, o treinador já ocupa um lugar especial na história do clube.
“É o maior treinador mesmo da história do Palmeiras, não só por títulos, mas porque normalmente a gente vê tantos treinadores que vão para o Brasil, conquistam um ou dois títulos e saem, usam mesmo como trampolim. O Abel não, totalmente diferente, a identificação que ele tem com o Palmeiras é muito grande”, finalizou.
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