As novas camisas da Nike chegaram à última Data Fifa como preparação para a Copa do Mundo de 2026, mas um detalhe inesperado acabou dominando as críticas: a costura dos ombros. A particularidade chamou atenção nas imagens dos jogos devido à elevação além do habitual e ao formato pontudo.
A repercussão das falhas notórias fez com que a empresa passasse a estudar correções imediatas, ciente que o prazo é curto. Além da questão de tempo para o processo interno, há ainda problemas com a proximidade da Copa, que não permite margem para mudanças em larga escala, e o fato de já ter uniformes em campo.
Correções pontuais, a fim de facilitar o processo, também estão descartadas. Isso porque em alguns modelos, o detalhe quase não aparece, enquanto em outros fica evidente. O problema fica claro quando se compara o uniforme dos Estados Unidos, mais discreto, com os de França e Uruguai, onde o acabamento chama mais atenção.
“Observamos um problema menor em nossos uniformes de seleções, mais perceptível na costura do ombro. A performance não foi afetada, mas a estética geral não está onde deveria estar”, disse a empresa.
Problema também chega ao torcedor
Acontece que a repercussão não ficou só em campo, e consumidores também relataram o efeito em peças comercializadas. A empresa trabalha em ajustes, mas, conforme mencionado, o volume já distribuído e a proximidade do torneio dificultam uma solução ampla.
Suspeita-se que o uso da Aero-FIT, criada para melhorar a ventilação, promova a possível origem do efeito visual. A partir disso, a leitura que surge indica que o desempenho técnico do material avançou, mas o acabamento não conseguiu acompanhar o nível.
Histórico em Copa do Mundo
Apesar da justificativa pelo uso da Aero-FIT, este não é o primeiro caso neste sentido. Em 2002, a Nike apresentou a tecnologia Cool Motion, também cercada de expectativa, mas que não correspondeu na prática. Isso porque jogadores e torcedores relataram dificuldade para vesti-la à época.
Jogadores relataram que, além do impasse em vesti-lo, o uniforme grudava no corpo e dificultava o uso. Alguns atletas chegaram a cortar o forro para facilitar. Durante jogos, a troca de camisa exigia ajuda de companheiros e, diante do acúmulo de críticas, o modelo saiu de cena depois do torneio.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

