Recuperação de Cabral traz paralelo com centroavante da época de Seedorf

Recuperação de Cabral traz paralelo com centroavante da época de Seedorf
Recuperação de Cabral traz paralelo com centroavante da época de Seedorf -

Passado e presente andaram de mãos dadas nos últimos jogos do Botafogo. Afinal, Arthur Cabral voltou a marcar gols e a desempenhar a principal função de um “9”. A boa fase do artilheiro alvinegro colocou a torcida na máquina do tempo para traçar um paralelo com outro futebolista da posição: Rafael Marques, jogador que defendeu o Mais Tradicional em 2012-2013, quando o time contava com o astro Seedorf em campo. Nesta quarta-feira (15), às 19h (horário de Brasília), em Avellaneda, contra o Racing (ARG), pela segunda rodada do Grupo E da Copa Sul-Americana, o camisa 98 tem nova oportunidade para consolidar a volta por cima e encerrar de vez o calvário.

As vaias para Marques começavam antes dos jogos

Contratado a pedido do técnico Oswaldo de Oliveira, que o conhecia dos tempos de futebol japonês, Marques, em 2012, passou uma temporada inteira sem balançar redes no Alvinegro. Como consequência, recebeu, então, da torcida vários apelidos pejorativos. Foram, à época, 17 intermináveis partidas de seca. Uma verdadeira agonia no segundo semestre, O próprio atleta não esquece quando comeu o pão que o diabo amassou.

Na virada do ano, porém, Marques reafirmou um velho clichê do esporte bretão e mudou da água para o vinho. Em 2013, ele tornou-se imprescindível para os planos do Glorioso, campeão estadual e de volta à Copa Libertadores no fim do ano. O centroavante cravou 19 gols em 56 partidas. Ainda, aliás, contribuiu com oito assistências. Depois, saiu do Botafogo e deixou muita saudade.

“Os seis meses mais difíceis da minha carreira. Eu era vaiado até no vestiário. Aquilo machucava. Mas eu sempre trabalhei quieto. Bem ou mal, faz parte da profissão”, disse o ex-centroavante que também teve passagem por Palmeiras e Cruzeiro – hoje, aos 42 anos, o ex-jogador e técnico do Primavera (SP), equipe que vai debutar na Série D do Brasileirão de 2027.

Cabral vira o jogo com a torcida

Arthur Cabral, por sua vez, chegou ao Botafogo na metade de 2025, com a duríssima missão de substituir Igor Jesus, ídolo da torcida marcado pela dobradinha Libertadores/Brasileirão de 2024 e herói na vitória mastodôntica sobre o Paris Saint-Germain por 1 a 0, no Mundial de Clubes dos Estados Unidos, em Los Angeles. Na Europa, Cabral obteve destaque na Fiorentina (ITA), onde, em apenas uma temporada, cravou 17 gols em 48 embates, além de boa passagem pelo Benfica (POR).

Pelo Botafogo, Cabral teve um 2025 de altos e baixos. Registrou cinco gols em 28 jogos e disputou a titularidade com Ramos, centroavante concorrente que o Glorioso foi buscar na Segunda Divisão da Espanha. O começo de 2026 foi pura turbulência, com um amargo jejum de nove partidas, atuações desastrosas e uma negociação com o Corinthians que não vingou na última janela de transferências. As coisas andavam tão fora do eixo que o goleador perdeu a vaga para Martins, que nem é da posição.

O centroavante, entretanto, respondeu rápido e calou os críticos mais ferrenhos. Nas últimas quatro partidas, deixou três pelotas nas redes. Uma delas, contra o Mirassol, no Estádio Nilton Santos, um golaço, da entrada da área, colocando a bola onde a coruja repousa, como repetiram os mais antigos. Mas Cabral também entregou bom desempenho, acertando o pivô, preparando terreno para os companheiros e gerando ocasiões de ataque.

“Todos os gols são importantes. A gente sabe que, quando o jogador está com a confiança alta, as coisas fluem mais naturalmente, as atuações melhoram”, sublinhou Cabral, agora titular absoluto e vice-artilheiro do Botafogo em 2026, com quatro gols, atrás do volante Danilo, da Seleção Brasileira, com sete.

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