O Arsenal está de volta ao top 4 da Europa, mas o caminho até a semifinal da Champions League foi desenhado com traços de pura agonia no Emirates Stadium. Após vencer a ida por 1 a 0, os Gunners seguraram o empate sem gols contra um Sporting valente, que desafiou o favoritismo inglês e parou duas vezes no poste. Em uma noite onde o futebol vistoso de Mikel Arteta deu lugar à resiliência, o grito de alívio da torcida londrina só veio com o apito final, confirmando que a “história”, como dizia o mosaico nas arquibancadas, segue na mira do clube.
O jogo
O cenário pré-jogo era de desconfiança. Vindo de tropeços no cenário doméstico e sob a sombra de uma possível nova derrocada na temporada, o Arsenal entrou em campo nervoso. O Sporting, sob o comando de Rui Borges, percebeu a hesitação e quase castigou os donos da casa ainda no primeiro tempo.
Aos 42 minutos, Maxi Araújo cruzou com perfeição para Catamo, que apareceu como elemento surpresa e carimbou a trave de David Raya, gelando a espinha dos torcedores presentes em Londres.
Trave e David Raya salvam o Arsenal
Na etapa final, o jogo ganhou contornos de drama. O Arsenal tentava acelerar com Madueke e Eze, mas pecava na tomada de decisão final. Madueke, em tarde individualista, desperdiçou chances claras ao ignorar Martinelli livre na área. Enquanto os Gunners não matavam o confronto, o Sporting crescia. Maxi Araújo e Trincão obrigaram Raya a trabalhar, e o técnico Mikel Arteta, inquieto, chegou a ser amarelado por reclamação à beira do gramado.
A sorte de campeão, tantas vezes questionada no lado vermelho de Londres, deu as caras aos 38 minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Dowman, Trossard apareceu para finalizar e, de forma inacreditável, a bola explodiu na trave de Rui Silva. No último lance de perigo, já aos 49 minutos, João Simões soltou uma bomba que passou raspando a rede pelo lado de fora, no último suspiro dos Leões de Alvalade antes do término da partida.
O fantasma da “amarelada” fica para trás
A classificação serve como um escudo para o Arsenal em meio à crise interna e aos resultados ruins na Premier League. Ao eliminar o Sporting, os comandados de Arteta provam que sabem sofrer — uma característica vital para quem nunca ergueu a “Orelhuda”. Gabriel Jesus, que entrou na reta final, e Havertz ajudaram a segurar a posse de bola e gastar o relógio, garantindo que o placar agregado de 1 a 0 fosse suficiente para a festa em Riade.
Dessa forma, o Arsenal agora se prepara para o maior desafio da temporada. Com a vaga garantida, o time londrino aguarda o vencedor do duelo entre Atlético de Madrid e Barcelona para conhecer seu adversário na semifinal. O foco volta momentaneamente para a caça ao Manchester City na liga nacional, mas o sonho europeu nunca esteve tão vivo. No Emirates, a noite não foi de gala, mas foi a noite em que o Arsenal aprendeu a sobreviver.
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