Desde sua chegada ao Corinthians, Fernando Diniz tem adotado uma estratégia pouco comum em equipes que disputam várias competições ao mesmo tempo. Em vez de promover uma rotação no elenco, o treinador vem optando por manter uma espinha dorsal definida, repetindo a escalação nas três primeiras partidas.
A decisão faz parte de um plano de fortalecer a confiança do grupo. Ao evitar mudanças constantes, Diniz tenta dar segurança aos atletas e reduzir o impacto de eventuais oscilações.
No dia a dia do CT Joaquim Grava, o técnico também tem estimulado uma postura mais corajosa em campo. Ele permite erros, desde que os jogadores mantenham a personalidade e sigam o que foi treinado ao longo da semana.
Até aqui, o treinador utilizou apenas 17 atletas em 293 minutos, sinalizando a aposta em um grupo mais enxuto neste início de trabalho. Além dos titulares, poucos nomes saíram do banco nas últimas partidas e, quando saiu, foram os mesmos rostos.
Ao comentar o tema, Diniz deixou claro que suas decisões vão além dos números e relatórios físicos. Para ele, fatores emocionais e comportamentais têm peso significativo na montagem da equipe.
“Respeito os dados fisiológicos. Jogador não é só osso e músculo. Lesão e baixo rendimento têm o componente biológico, mas tem outras questões que não são contáveis: medo, coragem, alegria, entusiasmo. Isso é o que mais me interessa. Para mim, tem a parte que mede e a parte que sente. O futebol e a vida são de sentir”, explicou o treinador, após o jogo contra o Santa Fe.
Próximo compromisso do Corinthians
Para o próximo compromisso, porém, o Corinthians terá mudanças obrigatórias. Contra o Vitória, no sábado (18/4), às 20h, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro, Diniz não poderá contar com André e Matheuzinho, ambos suspensos após expulsão no Dérbi disputado em Itaquera.
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