A passagem de Ricardinho pela Kings League Brasil chegou ao fim de forma precoce. Após disputar apenas duas partidas pelo Dibrados, o português decidiu deixar a equipe e retornar ao seu país de origem, encerrando uma experiência que durou pouco mais de duas semanas.
Contratado como uma das principais atrações da liga, o craque não conseguiu se adaptar ao estilo de jogo do torneio, marcado por regras diferentes e dinâmica acelerada. O próprio jogador explicou que sua permanência dependia de um período inicial de testes.
“Inicialmente o acordo era para jogar dois jogos, um para experimentar e o segundo para tentar ver se a adaptação foi boa. Se desse bem, se gostasse, ficaria até o final. Mas, sinceramente, não é minha praia. Acho que tem muita coisa para melhorar, mas vou deixar para depois”, afirmou Ricardinho.
Apesar da saída, o português fez questão de agradecer ao clube e aos companheiros, embora tenha demonstrado ceticismo sobre um possível retorno à competição.
“Agradecer a Lucas Tylty e Allan Stag por essa oportunidade fantástica, me apoiaram em tudo. Dei meu melhor, joguei aquilo que me deixaram jogar. Agradecer aos meus companheiros que foram espetaculares, porque tem novos eventos. Nunca sabemos se vamos voltar a jogar Kings League outra vez, seja aqui ou em outro país. Será? Eu duvido”, completou.
Ricardinho não conseguiu brilhar na Kings League
Dentro de quadra, os números não acompanharam a expectativa criada. O Dibrados perdeu os dois jogos em que Ricardinho atuou, incluindo uma goleada por 7 a 1 na estreia do reforço. Mesmo com o desempenho abaixo, a trajetória do português no futsal segue incontestável. Conhecido como “Mágico”, ele construiu uma carreira vitoriosa ao longo de duas décadas e foi eleito seis vezes o melhor jogador do mundo na modalidade.
Antes mesmo de sua segunda partida, Ricardinho já havia apontado as diferenças do torneio em relação ao futsal tradicional, destacando a importância do aspecto tático.
“Kings League é para espertos, não é para craques. Uma boa tática, uma boa estrutura, preparar bem o jogo para momentos decisivos, superioridades e shootouts e pênaltis. É especificamente forte nessas questões”, finalizou.
Assim, sem o astro, o Dibrados segue na parte de baixo da tabela, com apenas uma vitória em seis jogos e poucas chances de classificação. Aliás, a Kings League Brasil está em sua reta final de fase de grupos, com a sétima rodada marcada para a próxima segunda-feira (20/4).
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