A Comissão de Arbitragem da CBF publicou, na noite deste domingo (19), a análise completa do lance polêmico que marcou a vitória do Palmeiras sobre o Athletico-PR por 1 a 0. O áudio do VAR confirma a mudança de decisão do árbitro Felipe Fernandes de Lima, que inicialmente assinalou pênalti do defensor Benedetti sobre o atacante Viveros. Após revisar as imagens, a equipe de arbitragem identificou que o atleta do Furacão segurou o braço do palmeirense antes de cair na área.
Na comunicação divulgada, o árbitro de vídeo Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira alerta o campo sobre a irregularidade cometida pelo atacante.
“Estou vendo o jogador do Athletico segurando o braço dele, do defensor. Revisão para possível não pênalti. O atacante que está segurando o defensor e se joga derrubando ele”, pontuou o responsável pela cabine.
A orientação foi determinante para que a penalidade fosse invalidada e o cartão amarelo aplicado a Benedetti fosse retirado.
Se não fosse o var o palmeiras estaria no meio da tabela para baixo pic.twitter.com/djAJJ9WsnM
— Silva CRF (@iamwillias) April 20, 2026
Decisão técnica e manutenção da vitória do Palmeiras
Ao chegar no monitor à beira do campo, Felipe Fernandes conversou brevemente com o técnico Odair Hellmann antes de analisar os ângulos apresentados.
“Estou vendo o atacante que segura o braço do defensor e vai se jogando, então vou retificar minha decisão”, afirmou o árbitro principal na comunicação final.
O jogo reiniciou com tiro livre direto a favor do Palmeiras, decisão que gerou protestos da delegação paranaense, mas que seguiu as diretrizes técnicas de infração de ataque.
Por fim, o resultado manteve o Palmeiras no topo da tabela do Campeonato Brasileiro com 29 pontos. O gol de Gustavo Gómez garantiu os três pontos em uma partida tensa, onde a defesa alviverde precisou resistir mesmo após a expulsão do zagueiro Murilo. A divulgação do VAR tenta encerrar os questionamentos sobre a legitimidade da liderança palmeirense, embora o técnico e a comissão técnica do clube paulista mantenham o silêncio e evitem entrevistas coletivas após o confronto.
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