Em momento conturbado, Textor admite possibilidade de deixar o Botafogo

Em momento conturbado, Textor admite possibilidade de deixar o Botafogo
Em momento conturbado, Textor admite possibilidade de deixar o Botafogo -

Dono da SAF do Botafogo, John Textor marcou presença no Estádio Nilton Santos para o duelo do Alvinegro contra a Chapecoense, nesta terça-feira (21), pela quinta fase da Copa do Brasil. O empresário falou sobre a situação financeira do clube e apontou algumas soluções para o clube sair do prejuízo. Além disso, ele reclamou do adiamento da Assembleia Geral Extraordinária por falta de representante da Eagle Bidco.

“Prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube. Mas estou tentando colocar o meu dinheiro aqui por muito tempo. Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar… Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas queremos ganhar mais e o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre Botafogo”, disparou em entrevista à GE TV.

O empresário norte-americano convocou uma Assembleia Geral Extraordinária nesta segunda. No entantpo, houve adiamento por falta de representantes legais de outras parte, como a Eagle Bidco e o Botafogo Social.

“A Eagle Bidco não apareceu. Eles disseram que sim porque mandaram advogados, mas não é o que queremos. Queremos voz, uma pessoa que sente à mesa e diga: “Não vamos deixar você cuidar do clube, John. Nós vamos cuidar do clube”. Não tivemos quórum na primeira reunião, terá outra no dia 27. Eu não me importo qual resultado será. Se eu estou dentro ou fora, desde que alguém esteja pagando as contas deste lindo clube. Não é a Eagle Bidco, eu sou o sócio majoritário da Eagle. É a Ares, fazendo o melhor que podem para proteger o time da França (Lyon) e sacrificar o do Brasil (Botafogo)”, criticou.

A proposta

Para reforçar as finanças da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) alvinegra, Textor apresentou formalmente uma proposta de investimento de US$ 25 milhões, o equivalente a cerca de R$ 127 milhões na cotação atual. O aporte, aliás, prevê a entrada de capital no caixa da SAF mediante a emissão de novas ações.

O clube social, aliás, manteria os 10% que possui da SAF. E como acionista minoritário, o Botafogo associativo precisa aprovar mudanças societárias e a emissão de ações, o que ainda não aconteceu.

“Chega de advogados, atividades nas sombras, pessoas trabalhando por baixo dos panos. Venha para a reunião, coloque suas opiniões de forma transparente, encerre a reunião, venha com capital e soluções ou saia do caminho. Fiz uma oferta de investimento de 25 milhões de dólares. Eu só posso colocar isso em forma de dívida, o que não é saudável. Eu pedi autorização para meu investimento de 25 milhões de dólares ser aprovado e queria votar isso. Se não for por mim, também pedi uma autorização para criar ações para atrair investidores externos”, justificou o empresário.

Novo transfer ban

A Fifa, aliás, publicou na última segunda-feira, o nome do Botafogo na lista de clubes com transfer ban. Há um pouco mais de dois meses, o clube havia saído da mesma punição da entidade máxima do futebol internacional. O Glorioso está proibido, assim, de registrar reforços nas próximas três janelas.

A condenação, desta vez, veio por uma dívida com o Ludogorets, da Bulgária, pelo centroavante Rwan, contratado em 2025. O jogador, aliás, não deixou saudades no Alvinegro, foi emprestado ao Real Salt Lake (EUA) e, depois, repassado ao próprio clube europeu. No Alvinegro, a fera marcou somente dois gols em 14 compromissos. Ele custou R$ 48,3 milhões.

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