Advogado cita Messi como “cúmplice” da AFA em processo nos Estados Unidos

Advogado cita Messi como “cúmplice” da AFA em processo nos Estados Unidos
Advogado cita Messi como “cúmplice” da AFA em processo nos Estados Unidos -

Representante da promotora VID Music Group, o advogado Ralph Patino colocou Lionel Messi no papel de “cúmplice” em um processo multimilionário por quebra de contrato nos Estados Unidos. O jurista entende que o astro argentino foi conivente com a Associação do Futebol Argentino (AFA) no episódio que levou à ação judicial entre as partes.

A acusação se ancora em um contrato firmado entre as partes para realização de quatro partidas internacionais entre outubro e junho. Organizado pela promotora, os eventos foram firmados com a previsão de participação ativa do jogador.

“A VID firmou um contrato para promover quatro partidas de futebol, duas em outubro e duas em junho. O contrato estipulava a presença de Messi como participante ativo. Ele tinha que jogar 30 minutos de cada partida”, disse Patino em coletiva nessa terça-feira (21).

O advogado ainda destacou que o próprio documento previa consequências em caso de ausência. “O contrato delineava efeitos em caso de falta. O processo visa recuperar os danos resultantes do não comparecimento de Lionel”, sustentou.

Messi como cúmplice

O duelo contra a Venezuela, no dia 10 de outubro de 2025, concentra a origem da disputa judicial. Em contrapartida, o astro participou dos 90 minutos da goleada por 6 a 0 sobre Porto Rico, três dias depois. Essa sequência de jogos estrutura a argumentação apresentada pela promotora.

Questionado sobre o vínculo direto do camisa 10 com o contrato, Patino apresentou uma leitura baseada no princípio jurídico de “sabia ou deveria saber”.

“O Sr. Messi não assinou o contrato entre a AFA e o VID Group. Existe uma cláusula fundamental no contrato na qual a AFA garante que ele jogue, se analisarmos isso sob a ótica do direito contratual no que tange à quebra de contrato. Lionel não possui qualquer responsabilidade”, e completou:

“No entanto, dado que ele recebe remuneração da AFA para atuar nesta partida, e está treinando, participando da concentração da equipe pré-jogo e integra o elenco, o Sr. Messi já tem ciência de que possui a obrigação de jogar. E, caso não o saiba, certamente deveria saber. Portanto, se torna cúmplice das ações empreendidas entre ele próprio e a AFA”.

Valores elevam o peso do litígio

Além da discussão jurídica, os valores envolvidos ampliam o alcance do caso. Isso porque a promotora adquiriu os direitos das partidas de outubro por 3,5 milhões de dólares (cerca de R$ 17,4 milhões) por jogo. Já os compromissos de junho custaram algo em torno de 5 milhões de dólares (R$ 24,9 milhões) cada.

O empresário Javier Fernández acompanhou a coletiva, embora não tenha feito declarações.

Processo inédito contra a AFA

Por fim, a equipe jurídica destacou um ponto que delimita o contexto da ação: trata-se da primeira iniciativa desse tipo movida contra a AFA em território norte-americano. O processo segue em andamento a partir das alegações apresentadas pelas partes.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  Twitter, Instagram e Facebook.