Os jogadores Philippe Coutinho (ex-Vasco), Carlos Augusto (Inter de Milão) e Arthur Melo (ex-Grêmio) tiveram seus nomes citados em um inquérito sob condução do Ministério Público de Milão. O órgão apura um suposto esquema de favorecimento e exploração da prostituição de luxo que remete a atletas da Série A italiana, incluindo clubes como Milan, Internazionale e Juventus. Nenhum deles, contudo, é alvo direto da investigação.
Os nomes aparecem apenas como “palavras-chave” utilizadas para rastrear dispositivos eletrônicos de suspeitos e mapear possíveis conexões dentro do esquema. A informação é portal “Uol”.
A operação, sob realização da Guardia di Finanza, resultou em quatro prisões domiciliares: três italianos — Deborah Ronchi, Emanuele Buttini e Alessio Salamone — e o brasileiro Amilton Fraga Luz Luan. Todos estão sob acusação de integrarem organização criminosa e explorarem a prostituição. Assim como no Brasil, a prática não é ilegal em si na Itália, mas sua exploração é crime.
Entenda o esquema
A agência Ma.De. Milano foi identificada como o centro da rede, responsável por intermediar encontros entre mulheres e atletas. Houve o bloqueio preventivo de mais de 1,2 milhão de euros (pouco mais de R$ 7 milhões) da empresa.
Entre os cerca de 70 clientes citados nos autos aparecem também nomes de outras modalidades, como um piloto de Fórmula 1 e atletas olímpicos de hóquei no gelo. As interceptações telefônicas que passaram por análise de investigadores revelam negociações de pagamentos e recrutamento de acompanhantes para atender clientes VIP. O material reúne transcrições feitas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, envolvendo diretamente os quatro acusados.
De acordo com a publicação, Coutinho preferiu não se pronunciar, Arthur disse desconhecer o assunto e não quis comentar, e Carlos Augusto não foi localizado. A menção aos atletas, portanto, não equivale a acusação formal, mas sim a um recurso investigativo para dimensionar o alcance do esquema.
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