Brenner comenta adaptação ao Vasco após completar três meses no clube

Brenner comenta adaptação ao Vasco após completar três meses no clube
Brenner comenta adaptação ao Vasco após completar três meses no clube -

Brenner alcança a marca de três meses no Vasco nesta quinta-feira (23), consolidando um retorno ao futebol brasileiro que transborda novidades e readaptações. Embora o atacante possua formação na base do São Paulo e tenha defendido o Fluminense, ele enfrentou um cenário atípico na maior parte de sua trajetória anterior no país, quando as arquibancadas permaneciam em silêncio devido às restrições da pandemia.

Nesse contexto, a transição do futebol dos Estados Unidos para o ambiente fervoroso de São Januário impõe um contraste nítido de atmosfera. Durante os anos em que defendeu o Cincinnati, Brenner vivenciou uma relação distinta entre pressão, torcida e atletas, mas o jogador assegura que absorve esse novo “frio na barriga” de forma construtiva.

“A parte que mais me marcou foi positiva mesmo: o calor da torcida. Todo mundo vindo falar, chamando na rua, mandando mensagem. Antes de jogar fora do Brasil, eu estava jogando com os estádios mais vazios por causa da pandemia. Depois, lá fora, a relação é diferente. A torcida do Vasco é uma coisa muito marcante. Os vascaínos lotam o estádio sempre, cobram que a gente seja representante deles dentro do campo. O resultado nós nem sempre controlamos, mas a dedicação tem que ser a máxima. A torcida sente isso, apoia de maneira apaixonada e cobra se não percebe a entrega total do time em algum momento”, afirmou o atleta em entrevista ao portal ge.

Ainda que a caminhada no clube carioca some apenas 15 partidas, o atacante já demonstra sinais de evolução técnica e física. Após um início marcado por oscilações naturais de entrosamento, Brenner atravessa agora um momento de ascensão.  Ele acumula gol e assistência ao longo dos últimos três confrontos da equipe.

Exigências da torcida do Vasco

Acima de tudo, o jogador demonstra compreender a exigência das arquibancadas e a responsabilidade de vestir a camisa cruz-maltina em um momento de reconstrução. Ele reitera que o compromisso com o torcedor transcende os números e foca, principalmente, na entrega emocional e física durante os noventa minutos.

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“Eu percebo que a torcida do Vasco quer se sentir representada dentro do campo. Cobrança é normal e jamais vou me omitir de qualquer situação, seja numa vitória, fazendo gol, ou num resultado ruim. Existe sempre a outra equipe e não temos como dizer que vamos vencer essa ou aquela partida, mas precisamos garantir que vontade, dedicação e raça não vai faltar. O torcedor percebe isso e depende da gente ter a arquibancada do lado, cantando e pressionando o adversário, como eles sabem fazer tão bem”, declarou o atacante.