A SAF do Botafogo entrou, nesta sexta-feira (24), com um pedido de reconsideração na Câmara de Arbitragem da FGV para reverter o afastamento preventivo de John Textor. Segundo a coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a defesa argumenta que o tribunal extrapolou o pedido da Eagle Football Holdings, que solicitou apenas a revogação de uma liminar, e não a saída do executivo.
A petição também sustenta que a Eagle apresentou uma informação “falsa” para embasar a decisão. De acordo com os advogados, o documento era apenas uma “minuta sem validade jurídica” que dependia de autorização prévia de credores. Diante disso, portanto, não gerou efeitos.
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Outro argumento indica que o tribunal arbitral interpretou de forma “equivocada” a necessidade de autorização dos acionistas para medidas judiciais. A SAF Botafogo afirma que a exigência de aprovação em assembleia restringe-se a pedidos de recuperação judicial — e não alcança tutelas cautelares, como a que a Justiça comum já deferiu parcialmente.
O clube reforça que a medida judicial serviu para evitar o agravamento da crise financeira. Isso, aliás, permitiu suspender execuções, manter contratos de jogadores e abrir negociações com credores.
O afastamento de Textor é em caráter provisório, e será reavaliado a partir da semana que vem. Por enquanto, a SAF Botafogo é administrada pelo ex-presidente Durcésio Mello.
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