A CBF aprovou, por unanimidade, as contas de 2025 durante a Assembleia Geral realizada nesta segunda-feira (27). O balanço apresentou um déficit de R$ 182,5 milhões, resultado de uma série de investimentos feitos para regularizar pendências financeiras acumuladas em gestões anteriores. No mesmo encontro, também foi aprovado um orçamento de cerca de R$ 2,7 bilhões para o exercício de 2026.
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Desde que assumiu, a atual diretoria iniciou uma revisão completa das finanças da entidade e direcionou esforços para equilibrar as contas e reduzir dívidas antigas. O aumento das despesas operacionais, que cresceram 111% em relação a 2024, ajuda a explicar o resultado negativo. Entre os principais fatores estão o encerramento de uma disputa judicial com o Icasa, que gerou um custo de aproximadamente R$ 80 milhões, além de gastos com provisões trabalhistas e cíveis (R$ 17 milhões) e ajustes na política de crédito, que somaram R$ 55 milhões.
Também pesaram no caixa investimentos logísticos, como o aumento de viagens da Seleção Brasileira para jogos das Eliminatórias e amistosos (R$ 27 milhões), além de aportes em marketing (R$ 13 milhões), tecnologia (R$ 9 milhões) e serviços diversos, como consultorias e assessorias (R$ 22 milhões). Outro ponto relevante foi a antecipação de receitas do contrato com a fornecedora de material esportivo Nike para 2024, o que impactou diretamente o resultado de 2025.
Apesar do déficit, a entidade destaca sinais de recuperação, como o recorde de 12 patrocinadores ativos. O presidente Samir Xaud reforçou que as medidas fazem parte de um processo de reconstrução.
“Assumimos com a clara intenção de desenvolver nosso futebol e deixar um legado. Organizamos a casa, investimos em pontos importantes e estruturais do futebol brasileiro, reconstruímos a imagem da CBF e a percepção disso tem sido muito positiva. Batemos recorde de patrocinadores pré-Copa do Mundo. Enfrentamos problemas e assumimos o compromisso de reorganizar finanças, regularizar dívidas trabalhistas e com clubes. Ou seja, este investimento vai nos trazer frutos”, disse.
Diretor de finanças da CBF destaca estratégia
Por fim, na mesma linha, o diretor financeiro Valdecir de Souza destacou a estratégia adotada.
“Fez-se necessário gastar para buscar eficiência na nova gestão: resultados futuros, receitas crescentes, para que possamos fazer o que é mais importante, que é investir no futebol. Durante a Assembleia, acho que todos perceberam este ambiente novo, essa nova gestão, a vontade de fazer acontecer, de ter uma CBF com modernidade comparável às grandes confederações, como a Fifa. Ou seja, é o protagonismo da CBF que precisamos retomar”, explicou.
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