A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revelou na manhã desta segunda-feira (04) os diálogos entre o árbitro Matheus Delgado Candançan e Marcio Henrique de Gois, que operou o VAR no duelo entre Mirassol e Corinthians. O material foca na revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Edson Carioca após lance com Matheus Pereira. A partida terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e empurrou o Corinthians de volta para a zona de rebaixamento.
Confira abaixo a transcrição na íntegra da comunicação entre a arbitragem:
ÁRBITRO: “Para mim é vermelho. Ele vai por trás, jamais jogaria a bola e trava a perna no tornozelo. Jamais jogaria a bola. Tem um carrinho por trás. Ele jamais jogaria a bola”.
AVAR: “O que atinge é o joelho inicialmente e depois o contato lateralizado com a perna”.
ÁRBITRO aos capitães em campo: “Ele dá uma tesoura por trás, jamais jogaria a bola e atinge acima do tornozelo com a sola. Ele vai muito forte, velho”.
AVAR: “O que eu vejo aqui: não tem contato com as travas, ele não fecha a perna. O contato é com o joelho. É um contato médio, não é um contato com força excessiva”.
VAR: “Matheus, ouvi seu relato e vou recomendar revisão para possível não cartão vermelho. Nas imagens que nós temos aqui não tem trava na chuteira, não tem tesoura. O único contato que tem é um joelho no pé”.
ÁRBITRO: “OK, Gois. O contato não é com a sola, o contato é com o joelho. Por isso é uma ação temerária, ok? Vou trocar a decisão de cartão vermelho para cartão amarelo para o n°95 por ação temerária, certo?”.
Executivo do Corinthians critica arbitragem e cobra explicações da CBF
O executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, manifestou profunda insatisfação com as decisões tomadas no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia. O dirigente destacou a falta de equilíbrio nas revisões e a postura da equipe de arbitragem durante o confronto.
“Temos que falar da arbitragem, que não foi boa. Os lances todos duvidosos foram ruins para o Corinthians. Primeiro a expulsão do centroavante do Mirassol, o Edson Carioca, que a meu ver poderia ser mantida a decisão de campo, pela sensibilidade do árbitro do lance. Depois vem um pênalti totalmente discutível se foi falta ou não, que prevaleceu a decisão de campo e o VAR não chamou. E depois um lance totalmente indiscutível do segundo gol, um pisão no Garro, uma falta clara, que o VAR deveria ter chamado e interferiu no lance, sai o gol do Mirassol” afirmou Marcelo Paz.
O executivo também confirmou que o clube buscará medidas formais contra os equívocos cometidos:
“Vamos nos pronunciar com educação e firmeza, deixando clara nossa insatisfação. Diversos erros hoje: quando foi com o Mirassol, foi feita a revisão; quando a favor, não foi feita. O segundo gol é indiscutível. E queremos deixar essa lembrança do tribunal, pois temos que ter uniformidade pelo bem do futebol brasileiro.”
Questionamentos sobre disparidade em punições no tribunal
Além dos erros em campo, Marcelo Paz questionou a diferença de tratamento do STJD em relação ao goleiro Hugo Souza, punido por criticar a arbitragem anteriormente. O dirigente apontou que outros atletas receberam absolvição por condutas parecidas.
“Novamente venho aqui falar sobre isso, é ruim falar sobre prejuízos ao Corinthians. Quero reforçar que foge da arbitragem, mas o Hugo foi punido por dar entrevista, pegou dois jogos, depois reduziu para um, mas outros jogadores tiveram falas mais acintosas e o tribunal de cara absolveu. Temos que deixar esse questionamento. Se fazemos parte da mesma competição, os critérios devem ser os mesmos” ressaltou o executivo.
A revolta corintiana ganha coro com o técnico Fernando Diniz, que classificou a atuação da equipe de arbitragem como muito ruim durante a coletiva pós-jogo. O treinador reclamou da falta de cartões para os jogadores do Mirassol e do impacto direto dessas decisões no resultado final.
Agora, o clube tenta virar a chave para a Libertadores enquanto aguarda o posicionamento oficial da comissão de arbitragem da CBF.
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