O técnico Renato Gaúcho explicou os critérios para definir o time titular do Vasco, justificando por que Adson e Spinelli começaram no banco contra o Flamengo. Apesar de a dupla ter sido decisiva em vitórias recentes, o treinador optou por uma estratégia diferente para o clássico.
Em resposta aos questionamentos sobre um possível abalo emocional dos atletas, Renato foi enfático ao afastar qualquer polêmica. Além disso, ele ressaltou que vestir a camisa do clube é um privilégio, garantindo, portanto, que não há espaço para desânimo ou sentimento de desprestígio no elenco.
“Desmotivado? Os caras usando uma camisa desse peso? Com uma torcida como o Vasco? E o salário que eles ganham? Com a mordomia toda que eles têm, desprestigiados? Se o jogador estiver desprestigiado ele não pode estar no grupo do Vasco. Ele tem que elogiar, tem que estar feliz por estar no grupo do Vasco. Não tem cláusula no contrato de que o jogador tem que ser titular”, disparou o comandante.
Com o intuito de explicar a rotatividade, o técnico utilizou o exemplo de Spinelli. Nesse sentido, ele destacou que as variações táticas dependem diretamente do perfil do oponente. Além disso, ressaltou que o desgaste físico também é um fator determinante para essas mudanças.
“Ele (Spinelli) fez dois gols contra o Paysandu, não jogou contra o Corinthians, aí pelas circunstâncias, vai muito pelo adversário, pelo que preciso. Ele jogou 90 minutos contra o Olímpia. Como ele jogou, o Brenner joga, o David”, afirmou.
Reservas na Sul-Americana
Em virtude disso, a preservação dos atletas faz parte de um planejamento estratégico, visto que Renato já confirmou o uso de reservas contra o Audax Italiano. Paralelamente, o treinador destacou que a meritocracia no elenco não depende apenas de um jogo, mas sim da constância demonstrada na rotina diária.
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“Rodo o grupo de acordo com o que preciso. Tem dado certo. Não importa se vai começar a próxima partida. Ele, se ele joga mal contra o Paysandu, não faz nenhum gol, nunca mais vai jogar? Não é por aí. Tem que ter entrega, atitude em campo. Tem milhões de jogadores que gostariam de estar no lugar deles no Vasco. Eles têm que valorizar isso. Mas nesse ponto eu não tenho queixa. Eles têm se entregado nos treinamentos. E quando preciso do jogador, eles têm dado conta”, concluiu o técnico.
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