SAF do Botafogo tem dois centavos para cada um real em dívidas, aponta perícia

SAF do Botafogo tem dois centavos para cada um real em dívidas, aponta perícia
SAF do Botafogo tem dois centavos para cada um real em dívidas, aponta perícia -

A Justiça do Rio de Janeiro encomendou uma perícia para o Botafogo. O resultado constatou que a SAF do clube é operacionalmente viável. Além disso, a vistoria apontou a recuperação judicial como “essencial” para o futebol alvinegro. A 2ª Vara Empresarial da capital fluminense recebeu o relatório na última segunda-feira (4), afirmou, nesta terça-feira (5), o site “ge”.

Mergulhado em dívidas, o Botafogo atravessa uma crise financeira sem precedentes desde quando se tornou SAF, em março de 2022. O laudo, então, indica que, para cada R$ 1,00 que o futebol alvinegro precisa pagar, há apenas R$ 0,02 em caixa. Esta liquidez imediata mede, aliás, a capacidade da companhia de quitar obrigações a curto prazo, com apenas recursos mais líquidos, como caixa e equivalentes de caixa.

“Uma vez equacionado o endividamento, a SAF Botafogo possui plenas condições de se manter operacionalmente viável e competitiva, sendo essencial a preservação de seus ativos e do fluxo de caixa, para assegurar a continuidade de suas atividades e a quitação do passivo”, afirma a perícia.

O relatório também cita “estrangulamento do fluxo de caixa”, colocando  como necessário reestruturar o perfil do passivo e do patrimônio líquido da companhia. Segundo a perícia, “o processo de recuperação judicial se revela como medida adequada a permitir a alteração do quadro econômico-financeiro”.

Perigo de inadimplência para a SAF Botafogo

Além disso, sem a imediata injeção de recursos, haverá inadimplemento de obrigações correntes, gerando prejuízos operacionais e esportivos irreversíveis para a SAF, alerta a vistoria.

 “Nos próximos dias, seu caixa poderá atingir níveis críticos, insuficientes para honrar compromissos essenciais, como pagamento de salários e fornecedores, conforme demonstrado no estudo anexado aos autos. Enfatiza que, da análise do referido estudo, é possível constatar saldo negativo mesmo com medidas de contenção, o que compromete diretamente a capacidade de cumprir obrigações indispensáveis à manutenção das atividades”, acrescenta.

Sem John Textor, afastado, enfim, pelo Tribunal Arbitral da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e com a Eagle com os direitos políticos cassados na Justiça, o social, dono de 10% da SAF, negocia com novos investidores para ficar à frente da gestão da SAF. A GDA Luma desponta como favorita.

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