O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou com sarcasmo as críticas relacionadas aos preços dos ingressos da Copa do Mundo de 2026. Em um evento realizado na noite de quarta-feira (6), em Beverly Hills, nos Estados Unidos, o dirigente ironizou os valores estratosféricos cobrados para a decisão do torneio, que chegaram à casa dos milhões de dólares.
“Se alguém comprar um ingresso de dois milhões de dólares para a final, eu mesmo pago um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa esteja se divertindo”, afirmou Infantino, em tom irônico.
De acordo com um levantamento feito pela agência de notícias Associated Press, quatro entradas para a decisão do dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, são oferecidas em uma plataforma autorizada pela Fifa por 2,3 milhões de dólares, cada (R$ 11,5 milhões). As cadeiras ficam atrás de um dos gols.
Embora administre o sistema de revenda, a Fifa não impõe limites aos preços, que são determinados pelos vendedores. Ainda assim, a entidade aplica tarifas de 15% na compra e mais 15% na revenda.
Preço varia de acordo com a procura
O sistema de preços dinâmicos é uma prática comum em grandes eventos nos EUA. Os valores crescem de acordo com a procura. O mecanismo, porém, também prevê redução nos preços perto das partidas, quando os ingressos correm o risco de encalhar. Neste caso, a alternativa é negociá-los mais perto de um valor que esteja ao alcance do público médio.
“Estamos no país com a indústria do entretenimento mais desenvolvida do mundo, então devemos trabalhar com preços de mercado.Se vendermos ingressos muito baratos, eles serão revendidos por valores muito maiores”, afirmou o dirigente.
A Fifa informou ter recebido mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Um número muito superior ao registrado nas duas últimas edições do torneio somadas.
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