Considerado o placar mais comum dentre as vitórias no futebol, o 1 a 0 virou uma espécie de “fantasma” dentro do Vasco. Ao menos, até a partida contra o Athletico, no último domingo (10/5), em São Januário. Na ocasião, o Cruz-Maltino aplicou o placar contra o Furacão, vencendo e subindo na tabela do Brasileirão.
Assim, encerrou um longo e, por que não, pitoresco jejum. Afinal, já se iam 81 partidas (397 dias) sem alcançar o resultado mínimo, tempo incomum no futebol brasileiro. No caminho, foram 26 vitórias, considerado 15 em 2025 e as 11 de 2026. Nenhuma antes do jogo contra o Athletico, porém, por 1 a 0.
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Antes de encarar o Athletico, o Vasco tinha 11 vitórias na temporada, sendo duas por três gols de diferença, três por dois, e cinco por um. Nenhum destes triunfos por um gol de diferença, porém, era o 1 a 0. Foram quatro vitórias por 2 a 1, com uma por 3 a 2. O jogo contra o Furacão, aliás, representou a primeira vez que o Gigante da Colina passou um jogo sem sofrer gol na atual edição do Brasileirão.
Com Diniz, 1 a 0 não existiu
A última vitória do Vasco por 1 a 0 fora em 8 de abril de 2025, contra o Puerto Cabello (VEN), pela segunda rodada da fase de grupos da Sul-Americana. Na ocasião, o time carioca ainda era comandado por Fábio Carille, que já tinha duas vitórias por 1 a 0 em pouco tempo de trabalho.
Alguns jogos depois, Carille perderia o emprego, com o Vasco indo ao mercado para contratar Fernando Diniz. Com o campeão da Libertadores de 2023 pelo Fluminense, porém, a emoção tomava conta. Afinal, o time ficou conhecido por praticamente não vencer nenhum jogo por um gol de diferença. Isso ocorreu apenas três vezes em seu primeiro ano: num 3 a 2 contra o Sport; no 4 a 3 contra o Vitória (ambos pelo Brasileirão); e, por fim, no 2 a 1 tardio diante do Fluminense, pela ida da semifinal da Copa do Brasil.
Já em 2026, as três vitórias de Diniz antes de perder o emprego foram por no mínimo dois gols de diferença. Na estreia na temporada, um 4 a 2 perante o Maricá, na despedida de Rayan, pelo Carioca. Ainda pelo estadual, vitórias por 3 a 0 sobre o Boavista e 2 a 0 sobre o Botafogo.
Ao chegar, Renato Gaúcho logo deu mostras de seu estilo de comando, com o Vasco vencendo de virada o Palmeiras por 2 a 1. Depois, outra remontada com vitória “magra”: 3 a 2 sobre o Fluminense. Ainda houve outros 2 a 1, como contra Grêmio, São Paulo e Audax Italiano (CHL). Por fim, o “inédito” 1 a 0 contra o Athletico, findando o estranho jejum.
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