Goleiro Bruno se define como “atleta profissional” em audiência após nova prisão

Goleiro Bruno se define como “atleta profissional” em audiência após nova prisão
Goleiro Bruno se define como “atleta profissional” em audiência após nova prisão -

Bruno Fernandes afirmou à Justiça, durante audiência de custódia, que ainda tem o futebol como principal atividade profissional. Anos após passagens por Flamengo, Atlético-MG e Seleção Brasileira, o ex-goleiro de 41 anos declarou em tribunal exercer a função de “atleta”.

A informação divulgada inicialmente pelo O Globo aponta ainda que o juiz Danilo Nunes determinou a transferência do ex-goleiro para uma unidade compatível com o regime da pena de 22 anos e um mês de prisão. Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, ele responde por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal.

O ex-atleta chegou a obter o benefício do livramento condicional após cumprir parte da sentença na prisão. Contudo, o Ministério Público pediu a revogação da medida ao apontar uma sequência de descumprimentos das regras impostas pela Justiça. Entre os episódios citados está a ida a uma partida do Flamengo no Maracanã, no início deste ano.

Segundo o órgão, o ex-goleiro também deixou de comunicar mudanças de endereço, desrespeitou horários de recolhimento domiciliar e frequentou locais proibidos. O Ministério Público do Rio de Janeiro ainda afirmou que ele realizou viagens sem autorização judicial.

Prisão de Bruno Fernandes

Policiais militares do 25º BPM prenderam o ex-goleiro no dia 8 de maio, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Foragido da Justiça havia cerca de dois meses, o condenado acabou localizado durante operação integrada com equipes de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais.

Após a abordagem, os agentes conduziram o ex-jogador para a 125ª DP, onde cumpriram o mandado de prisão. A Polícia Militar informou que não houve resistência no momento da detenção.

A Justiça expediu o mandado em 5 de março, depois que o ex-goleiro deixou o Rio de Janeiro sem autorização judicial para assinar contrato com o Vasco-AC. Na época, ele estava em liberdade condicional e precisava cumprir medidas determinadas pela Justiça, entre elas a proibição de sair do estado.

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