Israel acusa Lamine Yamal de incitar ódio por exibir bandeira da Palestina

Israel acusa Lamine Yamal de incitar ódio por exibir bandeira da Palestina
Israel acusa Lamine Yamal de incitar ódio por exibir bandeira da Palestina -

A exibição de uma bandeira da Palestina por Lamine Yamal durante a festa de título do Barcelona provocou reação do governo de Israel. O ministro da Defesa do país, Israel Katz, acusou o atacante de incentivar o ódio contra israelenses e cobrou uma posição pública do clube catalão.

A polêmica ganhou força depois que o jovem jogador compartilhou nas redes sociais uma imagem com a bandeira palestina. Com mais de 42 milhões de seguidores no Instagram, Yamal ampliou o alcance do episódio, que rapidamente repercutiu fora do ambiente esportivo.

Por meio de uma publicação em espanhol na rede social X (antigo Twitter), Katz associou a atitude do atleta ao atual conflito no Oriente Médio. “Lamine Yamal escolheu incitar contra Israel e fomentar o ódio enquanto os nossos soldados combatem a organização terrorista Hamas, que massacrou, violou, queimou e assassinou crianças, mulheres e idosos judeus a 7 de outubro”, declarou o ministro.

Além das críticas ao jogador, o integrante do governo israelense, inclusive, também pressionou o Barcelona a se posicionar oficialmente. “Como ministro da Defesa do Estado de Israel, não ficarei em silêncio diante da incitação contra Israel e contra o povo judeu. Espero que um clube grande e respeitado como o Barcelona se desmarque dessas declarações e deixe claro, de maneira inequívoca, que não há lugar para a incitação nem para o apoio ao terrorismo”, escreveu Katz.

Conflito teve início em 2023

Desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, o conflito matou 1,2 mil em território israelense, segundo autoridades do país. Em contrapartida, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 72 mil palestinos foram mortos na ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

Além das vítimas, a guerra devastou a região palestina. O conflito destruiu ou danificou mais da metade dos prédios de Gaza, enquanto hospitais, escolas e redes de infraestrutura entraram em colapso. Além disso, o conflito deslocou milhões de moradores ao longo da guerra e agravou a crise humanitária no território.

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