O SAF Botafogo entrou, enfim, nesta quinta-feira (14), com um pedido oficial de recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O futebol do Glorioso, aliás, já atuava, desde o fim de abril, sob os efeitos de uma RJ, como o congelamento na execução de dívidas.
Em nota oficial, a empresa fala em “grave cenário financeiro” com “riscos decorrentes de transfer bans impostos no âmbito da Fifa, vencimentos antecipados de obrigações financeiras e severas restrições de caixa”.
No comunicado, aliás, a SAF critica, pela primeira vez, nominalmente, John Textor, ex-controlador da empresa e afastado da gestão alvinegra por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em crise financeira e administrativa, o Botafogo também culpa a Eagle Football, dona de 90% da SAF do Mais Tradicional e empresa que tinha Textor como sócio-majoritário, também afastado do poder, mas por seus pares.
Segundo um trecho do documento, o Botafogo sofreu “forte processo de descapitalização” por parte da acionista. O Glorioso cita que R$ 900 milhões teriam deixado de retornar à SAF, “ao mesmo tempo em que o clube deixou de receber os aportes e o suporte financeiro necessários”.
“A condução adotada pela Eagle Football e por John Textor revelou absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional da SAF Botafogo, contribuindo diretamente para o agravamento da crise enfrentada pelo clube e para o cenário de extrema fragilidade que tornou inevitável o ajuizamento da Recuperação Judicial”, destaca a SAF do clube.
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