A falta de eficácia do Flamengo no ataque custou caro ao clube. Isso porque a eliminação na Copa do Brasil para o Vitória, na última quinta-feira (14/5), no Barradão, evidenciou um problema que torna-se recorrente na Gávea: a falta de eficácia nas finalizações.
Ao analisar os números, o exemplo da queda para o Leão comprova a evidência. Afinal, foram 47 finalizações contra apenas dez na soma das duas partidas contra os baianos. Na ida, dia 21 de abril, torcedores saíram do Maracanã na bronca mesmo com a vitória por 2 a 1, visto que a equipe perdeu diversas oportunidades claras, desperdiçando a chance de “matar o jogo” logo no primeiro duelo. A lamentação se mostrou certa quando o Fla voltou a errar na pontaria no jogo da volta, passando em branco mesmo com 26 finalizações contra cinco (na ida, foram 21×5), e caindo precocemente na Copa do Brasil.
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Jogos recentes ligam alerta
Antes da eliminação, o Flamengo até vinha de uma excelente fase, com dez jogos invicto. No entanto, há exemplos de situações parecidas. Contra o Grêmio, na última partida, o Rubro-Negro até venceu por 1 a 0 e recebeu elogios pela boa atuação, mas o resultado mínimo já dava indício do problema na pontaria. No jogo anterior, contra o Vasco, o placar anotava 2 a 0 para o Fla aos 38′ do segundo tempo. Mesmo com muito espaço para contra-atacar, a equipe de Leonardo Jardim falhou em achar o terceiro gol, dando a oportunidade para o arquirrival alcançar o empate no fim.
Contra o Estudiantes (ARG), um jogo antes, Bruno Henrique perdeu gol cara a cara na etapa final, com o time argentino chegando à igualdade literalmente no lance seguinte. Dois pontos que podem fazer falta na briga pela primeira posição do Grupo A da Libertadores.
Leo Jardim sobre “posse estéril”
Perguntado se o Flamengo não tem uma posse de bola “estéril” – quando a equipe domina o território adversário, mas não o agride suficientemente -, Jardim refutou tal hipótese. Ele afirmou que o time criou até mais do que o faz recentemente, mas que a bola insistiu em não entrar.
“Quando eu falo em posse estéril, é uma posse que não cria situações de finalização. Eu acho que a nossa posse criou situações de finalização. Creio que tivemos essa capacidade de criar; não tivemos foi a capacidade de finalizar. Porque normalmente, em um jogo com estas características, sairiam dois ou três gols, que é o que a equipe tem feito sempre. A equipe tem finalizado, é um dos melhores ataques da Liga (Brasileirão). Mas, hoje (quinta), mesmo criando talvez um dos maiores números de finalizações, não conseguimos fazer o gol”, analisou.
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