Corinthians alega não ter disputado Libertadores em 2025 para evitar transfer ban

Corinthians alega não ter disputado Libertadores em 2025 para evitar transfer ban
Corinthians alega não ter disputado Libertadores em 2025 para evitar transfer ban -

A Corte Arbitral do Esporte divulgou nesta sexta-feira (22/5) a sentença definitiva no caso envolvendo o Corinthians e o Philadelphia Union pela contratação de José Martínez. Além de manter a condenação financeira e o transfer ban imposto pela Fifa, o documento revelou uma estratégia jurídica curiosa do clube paulista. O Timão usou o argumento de que não disputou a Copa Libertadores de 2025 para tentar escapar de um bônus contratual de 100 mil dólares previsto no acordo com os norte-americanos.

O contrato firmado entre as partes, em agosto de 2024, estabelecia o pagamento da bonificação caso o Corinthians garantisse vaga no torneio continental. No entanto, ao recorrer ao CAS, o clube alegou que participou apenas da chamada “Pré-Libertadores”, e não da competição principal. Na ocasião, a equipe foi eliminada antes da fase de grupos e acabou transferido para a Copa Sul-Americana.

O Tribunal, porém, rejeitou completamente a tese corintiana. Com base no regulamento da Conmebol, o árbitro mexicano Jaime Castillo destacou que a Libertadores acontece em três etapas, sendo preliminar, grupos e fase final. Assim, a participação na fase inicial já configura disputa oficial do torneio.

“A não classificação do Corinthians para a fase de grupos do torneio não afeta o cumprimento da condição estabelecida pelas partes no contrato. Ao contrário do que afirma o Corinthians, não há evidências da existência de um torneio separado denominado ‘Pré-Libertadores’ que compreenda fases classificatórias para o torneio principal”, escreveu o magistrado.

A punição do Corinthians

Com a derrota no recurso, o Corinthians terá de pagar 1,425 milhão de dólares ao Philadelphia Union. O valor é equivalente a cerca de R$ 7,1 milhões, acrescido de juros de 15% ao ano. Além disso, acabou sendo condenado ao pagamento de 75 mil dólares à Fifa e outros 25 mil dólares referentes aos custos processuais.

A decisão ainda mantém o transfer ban por três janelas, punição que impede o clube de registrar novos jogadores até a quitação da dívida.

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