Andrés Sanchez pode ser expulso do Corinthians em julgamento nesta segunda

Andrés Sanchez pode ser expulso do Corinthians em julgamento nesta segunda
Andrés Sanchez pode ser expulso do Corinthians em julgamento nesta segunda -

O Corinthians terá uma semana decisiva nos bastidores. O Conselho Deliberativo do clube julga, nesta segunda (25/5), o ex-presidente Andrés Sanchez, que pode ser expulso do quadro associativo após investigação interna sobre uso irregular do cartão corporativo durante sua gestão, entre 2018 e 2020.

A sessão acontece no Parque São Jorge e será conduzida por votação aberta e nominal entre os conselheiros. Eles decidirão se seguem ou não a recomendação da Comissão de Ética, que sugeriu a expulsão do dirigente.

O parecer foi elaborado pelo presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão. Aliás, no relatório, ele afirma que a conduta atribuída a Andrés é incompatível com a função que ocupava no clube.

” Os fatos apurados revelam conduta incompatível com os deveres ético-institucionais inerentes à condição de associado e, com ainda maior razão, ao exercício da função diretiva máxima no âmbito do Sport Club Corinthians Paulista, especialmente no que se refere à observância da lealdade institucional, da responsabilidade patrimonial, da finalidade na utilização de recursos corporativos e do dever de prestação de contas”, escreveu Pantaleão.

O caso investigado no Corinthians

A investigação interna teve início na Comissão de Justiça e apontou que Andrés utilizou o cartão de crédito corporativo para despesas pessoais. A prática é a mesma que motivou denúncias do Ministério Público na esfera judicial.

Aliás, segundo cálculos apresentados pelo promotor Cássio Conserino, o valor utilizado de forma indevida teria chegado a R$ 480.169,60, considerando correção monetária e juros, em gastos realizados entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021.

Na defesa apresentada ao clube, Andrés argumenta que não existia uma política interna específica sobre o uso do cartão corporativo. Além disso, sustenta que parte das despesas ocorreu em um “ambiente institucional de informalidade pretérita”, no qual, segundo ele, houve confusão entre gastos pessoais e institucionais. O ex-presidente também afirma que não agiu com dolo ou má-fé e que já ressarciu parte dos valores questionados.

Mesmo assim, a Comissão de Ética decidiu, por unanimidade, acompanhar o entendimento de Pantaleão. Para o órgão, a conduta fere princípios básicos de responsabilidade e integridade exigidos de um presidente do clube.

Além do processo administrativo no Corinthians, Andrés responde a ações na Justiça. Em uma delas, está sendo acusado de apropriação indébita. Em outra, a Justiça rejeitou inicialmente denúncias relacionadas a suposta lavagem de dinheiro e crime tributário.

Aliás, o caso também atingiu outros ex-dirigentes. Afinal, Duílio Monteiro Alves acabou sendo denunciado pelo Ministério Público pelo mesmo tipo de irregularidade e se tornou réu por apropriação indébita. Já Augusto Melo teve a investigação arquivada, após o MP afirmar que não encontrou uso indevido do cartão entre janeiro de 2024 e maio de 2025.

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