Faltam pouco mais de duas semanas para o início da Copa do Mundo, e a Alemanha não quer novamente ser o centro das atenções de polêmicas políticas. Em 2022, na Copa do Catar, a seleção alemã foi a pivô de um protesto contra a proibição do uso da braçadeira de arco-íris, contra a discriminação de raças, origens, identidades de gênero e orientações sexuais.
Para evitar mais uma grande polêmica, a Alemanha tomou a decisão de recomendar que seus jogadores não se manifestem politicamente durante a Copa de 2026. Em entrevista, o diretor técnico da seleção alemã, Rudi Völler, revelou que a determinação interna é que os atletas evitem manifestações políticas durante o Mundial para não desviar o foco e a concentração do time.
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“Se alguém quiser fazer isso, é livre para fazê-lo antes do torneio. Mas, se isso não aconteceu até o momento, em geral não deveria começar a acontecer agora. Cada jogador está plenamente ciente da situação. Uma parte importante do elenco atual também fez parte da equipe que foi ao Catar há quatro anos”, disse Völler para a AFP.
Völler afirmou que a recomendação não é uma proibição, que não existe uma ‘Lei do Silêncio’. Mas que o grande objetivo é blindar o elenco para fazer uma Copa do Mundo melhor do que a campanha de 2022.
“Faríamos bem em simplesmente esperar com expectativa pela Copa do Mundo. Apesar de todas as circunstâncias desagradáveis que possam cercá-la, devemos tentar jogar um futebol atraente e empolgar os torcedores”, finalizou.
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