A fratura no dedão do pé direito de Jorginho, confirmada pelo Flamengo após o duelo contra o Palmeiras, voltou a acender o alerta sobre o número de lesões no elenco rubro-negro. Afinal, o volante tornou-se o quinto jogador do clube a sofrer uma fratura nos últimos cinco meses, aumentando a preocupação em meio à sequência intensa de jogos da temporada.
Antes de Jorginho, o Flamengo já havia registrado fraturas de Lucas Paquetá, no dedo da mão; Everton Cebolinha, na costela; Arrascaeta, na clavícula; além de duas fraturas faciais sofridas por Emerson Royal durante uma partida contra o Estudiantes. Dessa maneira, com a lesão do ítalo-brasileiro, o clube chegou à marca de seis fraturas em menos de cinco meses de temporada.
Segundo Flávia Nascimento, especialista da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), a lesão exige atenção porque o dedão do pé tem papel fundamental nos movimentos do atleta. “O dedão participa diretamente do equilíbrio, da corrida e da impulsão do corpo. Mesmo parecendo uma lesão simples, ela pode atrapalhar muito o desempenho de um jogador”, explicou.
Jorginho pode ficar até dois meses fora pela fratura
A fisioterapeuta afirma que o tempo médio de recuperação pode variar entre quatro e oito semanas, dependendo da gravidade da fratura e da evolução clínica do atleta. Assim, durante esse período, o tratamento envolve imobilização, redução da carga no pé lesionado e controle da dor. “O acompanhamento da fisioterapia desde o início é importante para que o atleta volte de forma segura e sem aumentar o risco de novas lesões”, afirmou.
Flávia também destaca que uma lesão no dedão do pé pode impactar diretamente ações comuns no futebol. “O jogador pode sentir dificuldade em movimentos rápidos, mudanças de direção, arrancadas e até nos chutes. Como é uma região muito usada no apoio e no equilíbrio, qualquer limitação acaba afetando o rendimento em campo”.
Aliás, sobre a sequência de fraturas no elenco rubro-negro, a especialista aponta que o calendário apertado pode influenciar no aumento das lesões. “Muitos jogos, pouco descanso, treinos intensos e desgaste físico aumentam o risco de lesões ao longo da temporada. No futebol, normalmente existe um conjunto de fatores por trás desses problemas”, analisou.
Flamengo reclamou de jogadas ríspidas contra o Palmeiras
A reclamação do Flamengo sobre as entradas sofridas por Jorginho contra o Palmeiras também tem relação com o risco físico dos atletas, segundo Flávia. “Entradas mais fortes e repetidas aumentam, sim, o risco de lesões. O corpo vai sofrendo impactos durante o jogo e isso pode favorecer problemas musculares, articulares e até fraturas”.
Além do aspecto físico, a fisioterapeuta explica que uma sequência de lesões também pode afetar o lado emocional do grupo. “Os jogadores passam a entrar em campo mais preocupados e cautelosos. Muitas vezes, isso acontece até de forma inconsciente, por medo de sofrer uma nova lesão”, concluiu.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

