O futebol brasileiro movimentou R$ 14,3 bilhões em 2025, o que representa aumento real de 32% em comparação com o ano anterior. Os dados constam na 17ª edição do Relatório Convocados, elaborado pelo economista Cesar Grafietti em parceria com a Outfield e a Galapagos Capital. A divulgação foi na 4ª feira (27.mai.2026).
O salto financeiro foi impulsionado por receitas extraordinárias com vendas de jogadores e premiações. Além da consolidação das casas de apostas como pilares comerciais e da nova distribuição dos direitos de transmissão da Série A.
Os principais fatores do avanço foram as transferências de atletas que somaram R$ 3,9 bilhões das receitas totais. Além disso, as premiações atingiram o valor R$ 1,6 bilhão por conta da participação dos quatro clubes brasileiros no Mundial de Clubes.
Os quatro brasileiros com maiores receitas jogaram o torneio. O Flamengo, aliás, lidera o ranking, com arrecadação de R$ 1,9 bilhão, seguido por Palmeiras (R$ 1,6 bilhão), Botafogo (R$ 1,3 bilhão) e Fluminense (R$ 1 bilhão).
Dívidas
No entanto, o gasto dos clubes também foi alto. Os custos e despesas operacionais chegaram a R$ 10,3 bilhões. A alta, em comparação a 2024, foi de 22%. Simultaneamente, o endividamento consolidado avançou para R$ 17,3 bilhões. Grande parte desse crescimento reflete o investimento agressivo em elencos, com o desembolso de R$ 4,4 bilhões em direitos de atletas.
O relatório, aliás, diz que o cenário para o equilíbrio das contas permanece desafiador, especialmente com a implantação de regras de sustentabilidade financeira que, se aplicadas hoje, reprovariam 9 equipes da elite.
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