Um papelão de Neto, com Raul terminando o “serviço sujo”. O Botafogo, dentro das quatro linhas, fez uma partida honesta. No entanto, graças aos goleiros, perdeu para o Bahia por 2 a 1, de virada, neste sábado (30), na Fonte Nova, pela rodada 18 desta edição do Campeonato Brasileiro. Veja, então, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros.
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO
NETO – Ina-cei-tá-vel! Cometeu cera, prejudicou o Botafogo com um escanteio para o Bahia e, descontrolado, partiu para cima do árbitro. Ofendeu o juiz para ser expulso e deixar os seus companheiros na mão. Não adianta argumentar. As câmeras captaram o xingamento. O clube tem que rescindir seu contrato imediatamente! O goleirinho passou de todos os limites e afrontou o clube que o paga. Como se não bastasse todos os frangos que já levou – NOTA: ZERO
PONTE – Parecia que estava disputando uma meia maratona na Arena Fonte Nova. Correu muito. Muita disposição, contudo, pouca inspiração – NOTA: 5,5
FERRARESI – Bem posicionado, evitou finalizações na área de ataque do Bahia e efetuou desarmes no laço. Seu único pecado foi ter recuado a bola para um goleiro tão limitado quanto Raul. É óbvio que o terceiro goleiro alvinegro cometeria uma presepada. O keeper não dominou um passe simples e fez o zagueiro marcar contra. Sentiu o lance e ficou mais afoito – NOTA: 4,5
JUSTINO – Conseguiu se impor na força física e se sobressaiu na maioria das vezes contra o ataque adversário. No fim, no entanto, afetado pela deficiência do setor – NOTA: 5,5
TELLES – Excelente na partida defensiva. O único que se salva no setor. Recuperou bolas, fechou bem o corredor e ainda evitou outro gol do Bahia no fim. Na frente, segue perigoso nas bolas paradas – NOTA: 8,0
HUGUINHO – Manteve a personalidade de prélios passados. Um leão no meio de campo, sobretudo quando o jogo estava 11 contra 11. Na primeira oportunidade, limpou a marcação com estilo e acertou um porrete no ângulo do gol adversário. O garoto vai crescendo e ganhando confiança. Decisivo. Mas Neto estragou a sua noite – NOTA: 7,5
MEDINA – Circulou pelo campo inteiro. Ajudou a fechar a defesa alvinegra, mordeu na marcação,m saiu à frente com perigo, demonstrou criatividade e provocou faltas. Por pouco não amplia para o Glorioso. Finalizou no rebote de Cabral, mas o zagueirão do Bahia salvou. Substituído, no segundo tempo, por Newton – NOTA: 7,0
MONTORO – O Monstrinho começou a partida com muita intensidade, com boa movimentação, driblando e girando sobre a marcação. Disparou dois chutes venenosos contra a meta do Bahia. No segundo tempo, no entanto, teve que se doar mais à marcação. Sendo assim, cansou e cedeu a vaga para Santi – NOTA: 6,5
VILLALBA – Importante para o escape, mesmo em um campo molhado de chuva. Com visão de bola, acionou Cabral em um dos grandes momentos do Botafogo na primeira etapa. Sacrificado com a expulsão de Neto, saiu, porém, no fim da primeira etapa, para a entrada do goleiro Raul – NOTA: 6,0
TOLEDO – Muita doação. Roubou bolas na frente, incomodou a defesa adversária, mas pecou algumas vezes com a bola nos pés, rifando possibilidades de ataque. No segundo tempo, saiu para a entrada de Martins – NOTA: 5,5
CABRAL – Quase não teve influência sobre o ataque do Alvinegro e não foi aquele mamute arisco. Continuou saindo da área, mas se arrastou em campo. Na oportunidade que caiu sobre os seus pés, esticou-se todo e parou na defesa de Ronaldo – NOTA: 4,0
RAUL – Manteve, nos primeiros minutos, o nível do péssimo Neto. Deixou escapar uma bola cujo domínio era algo simples para qualquer goleiro do nível de Série B ou C. Depois, fez uma defesinha aqui. Outra ali. Mas estava na cara que sofreria mais um gol. Todo mundo já sabia – NOTA: 1,0
NEWTON – Não segurou o meio de campo do Bahia e só foi notado ao levar o amarelo. Sua entrada fez o adversário, moriubundo em campo, crescer – NOTA: 3,5
SANTI – Bateu a carteira no meio de campo e arquitetou alguns contra-ataques no pouco tempo em que esteve em campo – NOTA: 6,0
MARTINS – Em um bom contra-ataque, bateu prensado e possibilitou a defesa de Ronaldo. Mas entrou com fome de bola – NOTA: 6,0
RAMOS – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
TÉCNICO: FRANCLIM CARVALHO: Não adianta encher a boca e dizer que é um técnico arrojado. O fato de insistir com o goleiro Neto já é motivo para levar a avaliação mínima. Conseguiu ressuscitar o Bahia da mesma forma com que fez com a Chapecoense na Copa do Brasil – NOTA: ZERO
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