Corinthians pode ter terceiro ex-presidente expulso do clube em uma semana

Corinthians pode ter terceiro ex-presidente expulso do clube em uma semana
Corinthians pode ter terceiro ex-presidente expulso do clube em uma semana -

O Conselho Deliberativo do Corinthians volta a se reunir nesta segunda-feira (01/6) para analisar um dos episódios mais turbulentos da recente crise política do clube. Na pauta está o julgamento do ex-presidente Augusto Melo, que pode ser expulso do quadro associativo alvinegro em razão dos acontecimentos registrados em 31 de maio de 2025, quando tentou reassumir a presidência do clube após ter sido afastado pelo processo de impeachment.

Caso a expulsão acabe sendo aprovada, Augusto poderá se tornar o terceiro ex-presidente a deixar o quadro social corintiano em apenas uma semana. Na última segunda-feira (25/9), Andrés Sanchez foi expulso após ser considerado responsável pelo uso indevido do cartão corporativo do clube para despesas particulares. Já na quinta-feira (29/5), Duílio Monteiro Alves optou por renunciar ao título de sócio remido. Além disso, também deixou os cargos que ocupava nos órgãos internos do Corinthians.

A sessão desta segunda analisará a conduta de Augusto e de outros conselheiros apontados como participantes da ação que buscou alterar o comando político do clube. Além do ex-presidente, estarão sendo julgados Maria Angela de Sousa Ocampos, Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé.

Aliás, o caso está diretamente ligado aos acontecimentos do fim de maio do ano passado. Na ocasião, menos de uma semana após estar sendo afastado temporariamente da presidência por meio do processo de impeachment, Augusto compareceu ao Parque São Jorge acompanhado por aliados para tentar retornar ao cargo.

O caso Augusto Melo no Corinthians

A movimentação ganhou força após uma mudança contestada no comando do Conselho Deliberativo. Aliada de Augusto, a conselheira Maria Angela declarou ter assumido a presidência do órgão com base em uma decisão do Conselho de Ética, datada de 9 de abril de 2025, que determinava o afastamento de Romeu Tuma Júnior.

Assim, a partir dessa interpretação, Maria Angela afirmou que todos os atos praticados por Tuma desde aquela data deveriam estar sendo anulados. Entre eles estava justamente a votação que havia aprovado o prosseguimento do impeachment de Augusto Melo.

Contudo, apesar da tentativa de reverter o cenário político, o movimento não avançou. Presidente em exercício naquele momento, Osmar Stabile recusou-se a deixar a sala da presidência e manteve sua posição de que seguia no comando do clube. Além disso, Romeu Tuma Júnior também não reconheceu a mudança na presidência do Conselho Deliberativo.

Aliados de Stabile classificaram a ação como uma tentativa de golpe institucional dentro do Corinthians. Imagens das câmeras de monitoramento do clube ajudaram a identificar os envolvidos no episódio, incluindo conselheiros e associados que participaram da mobilização.

Impeachment e investigações

Augusto Melo assumiu a presidência do Corinthians em 2024, mas enfrentou um processo de impeachment em meio a uma série de controvérsias. Entre os motivos apontados estavam supostas irregularidades no contrato de patrocínio firmado com a casa de apostas VaideBet, além de alegadas infrações à Lei Geral do Esporte e ao estatuto do clube.

Além disso, o ex-dirigente também responde a processo criminal na Justiça pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto.

Aliás, a análise dos desdobramentos do caso não deve terminar nesta semana. Afinal, o Conselho Deliberativo já prevê a realização de uma nova sessão na próxima segunda-feira para julgar outros conselheiros apontados como participantes dos atos ocorridos no Parque São Jorge.

Estão na lista Carlos Eduardo Melo Silva, Rodrigo Simonini Gonzalez, Wanderson Contrera Salles, Marcos Coelho Abdo, Paulo Rogerio Pinheiro Junior, Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan.

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