O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, relembrou a demissão de Filipe Luís, confirmada em janeiro deste ano após maus resultados no início de temporada. Em entrevista divulgada nesta quarta-feira (3/6) pelo portal “A Bola”, de Portugal, o português falou também das diferenças entre o futebol europeu e o brasileiro e rasgou elogios ao técnico Leonardo Jardim.
Inicialmente, ele comparou a Europa e o Brasil, afirmando que busca tomar decisões mais racionais do que normalmente se faz no Brasil. Ele, afinal, citou a importância da mídia e dos torcedores nas decisões dos clubes.
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“Aqui no Brasil, quase todos os dias são testes de fogo à gestão, porque há muitas questões emocionais a que não estamos habituados na Europa. Nós tomamos as decisões mais racionais, não há essa emoção. Portanto, qualquer decisão aqui é sempre emocional, tem sempre uma repercussão grande, principalmente na imprensa e com torcedores”, iniciou.
Demissão de Filipe Luís do Flamengo
Em janeiro, após perder as finais da Recopa Sul-Americana e Supercopa do Brasil, Filipe Luís perdeu prestígio. Não à toa, a direção do Flamengo optou por retirá-lo do cargo mesmo após vencer praticamente tudo o que disputou em 2025, seu primeiro ano completo como treinador profissional. Para Boto, a decisão foi acertada.
“Agora, foi a decisão que achamos a mais correta na altura. Nada tem a ver com o valor do treinador, que o provou, ganhando aquilo tudo. Só que, às vezes, para se continuar a ganhar, é preciso mudar. E foi isso que achamos. Se tivemos razão ou não, vamos ver no final da temporada, não é? Como sempre. Quando tens de tomar decisões, nunca sabes a que vão levar, não é? Mas por isso é que estamos nesta posição, é para tomarmos essas decisões e para depois também termos as consequências das mesmas, como é óbvio”, disse o português.
“Leonardo Jardim é mais camaleônico”, diz Boto
O sucessor de Filipe Luís foi Leonardo Jardim, compatriota de José Boto. O diretor, então, detalhou as principais características do atual treinador do Flamengo, alcunhando-o de “camaleônico”.
“Considero o Leonardo um treinador mais camaleônico, mais camaleão, capaz de se adaptar a diferentes contextos. Se analisarmos o Mônaco dele, nada tinha que ver com o Sporting que também treinou, não é? Portanto, esse também foi um dos motivos que nos levou à sua escolha, sabermos que se iria adaptar bastante bem aquilo que tinha aqui para trabalhar e isso era algo… porque o mercado já estava fechado também e não podíamos mexer muito, tínhamos de tirar partido de todos os jogadores que tínhamos. E ele é um treinador muito bom a fazer isso. Portanto, o perfil não acho que seja assim tão diferente”, afirmou.
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