Botafogo assina acordo para vender SAF por R$ 503 milhões

Botafogo assina acordo para vender SAF por R$ 503 milhões
Botafogo assina acordo para vender SAF por R$ 503 milhões -

O destino administrativo do futebol do Botafogo ganhou um novo e decisivo rumo nesta sexta-feira (5). A diretoria do clube associativo e os gestores da SAF assinaram um contrato vinculante para a venda de 90% das ações societárias para a GDA Luma. O grupo norte-americano, especializado na recuperação de empresas em crises corporativas graves, formalizou a proposta para assumir o controle da instituição carioca.

A operação financeira prevê a conclusão do negócio pelo valor total de 105 milhões de dólares (R$ 503 milhões na atual cotação). Desse montante, a GDA Luma injetará um primeiro aporte de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 130 milhões) diretamente no caixa alvinegro já na próxima semana. A cúpula do Glorioso destinará esse dinheiro emergencial para quitar salários atrasados e dívidas imediatas. As informações iniciais partiram do “Canal do Manel” e receberam posterior confirmação dos portais “ge” e “Lance!”.

Novo investidor do Botafogo promete conquistas e projeta futuro do clube

O fundador e líder da GDA Luma, Gabriel de Alba, celebrou o acerto e mandou um recado direto para a torcida sobre as metas da empresa no Rio de Janeiro.

“Vamos crescer o Botafogo como uma instituição de referência, com grandes conquistas esportivas e a mais alta reputação corporativa do Brasil e das Américas. Com união, disciplina, transparência e ambição, construiremos um clube que orgulhe seus torcedores dentro e fora de campo”, declarou o empresário logo após a assinatura do documento vinculante.

Apesar do otimismo da diretoria, a transferência definitiva do controle não acontecerá de forma imediata. O Botafogo precisa costurar um entendimento financeiro com o Lyon e com a Eagle Football Holdings, empresa que teve o controle assumido pela companhia inglesa Cork Gully. O presidente alvinegro, João Paulo Magalhães, reuniu-se nesta sexta-feira com Michele Kang, presidente do Lyon, para alinhar os valores devidos pelo clube francês no sistema de caixa único, contudo as partes ainda buscam um denominador comum.

John Textor aciona a Justiça e tenta anular a transferência das ações

Contudo, a complexidade do negócio aumenta por conta da postura de John Textor, antigo proprietário da SAF até ser afastado do cargo em abril por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Todavia, o empresário estadunidense esteve no Rio de Janeiro nesta semana e avisou publicamente que ingressou com ações judiciais na Flórida e na Justiça brasileira contra a Eagle para recuperar o comando do futebol do Botafogo.

Assim sendo, Textor adotou um tom de forte ameaça aos novos compradores e garantiu que brigará até o fim para comprovar que detém a propriedade legal do clube.

“O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido”, disparou o estadunidense em entrevista coletiva.

Por fim, a defesa do ex-dono argumenta que o acordo de transferência de ações executado em 2022 é nulo por falta de assinaturas mútuas. Por outro lado, o Botafogo alega que Textor penhorou suas próprias ações com a GDA quando pegou um empréstimo de 25 milhões de dólares em fevereiro. Portanto, o clube associativo buscou a aproximação com Gabriel de Alba para assumir as rédeas do contrato e assegurar a estabilidade política do Glorioso.

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