Neste sábado (6), o governo iraniano acusou os Estados Unidos de “tratamento discriminatório” após a negativa de vistos para parte da comissão técnica da seleção nacional que disputará a Copa do Mundo. Os jogadores, por sua vez, tiveram seus vistos concedidos.
“Por que vocês não dizem que a negativa dos vistos foram à maior parte da diretoria e da comissão técnica, a assessores técnicos e a outras pessoas essenciais para a seleção?”, reclamou a embaixada iraniana na Turquia no Facebook.
As recusas foram vistas como “o mais alto nível de discriminação intencional” contra o Irã. Além disso, a declaração contrasta com o anúncio feito pelo embaixador americano na Turquia, Tom Barrack, que havia garantido a liberação dos vistos para jogadores e “comissão técnica necessária”.
Segundo a agência Fars, “mais de uma dezena de profissionais da equipe de apoio e do departamento médico” tiveram seus pedidos rejeitados. O mesmo, aliás, ocorreu com o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
Apesar de já estar classificado para o Mundial, o Irã enfrenta incertezas sobre sua participação desde o início dos ataques aéreos conduzidos por forças americanas e israelenses contra o país em fevereiro. A indefinição quanto à entrada nos EUA obrigou a seleção a alterar sua logística: a base de treinamento, inicialmente prevista para Tucson, no Arizona, foi transferida para Tijuana, no México.
Guerra: EUA anunciam novos ataques contra o Irã
A estreia iraniana está marcada, portanto, para 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia. O segundo compromisso será diante da Bélgica, também na cidade californiana, no dia 21. O último jogo da fase de grupos ocorrerá em Seattle, contra o Egito, no dia 27.
Neste sábado, a delegação iraniana deixou a Turquia rumo à Espanha e seguirá para o México no domingo. Antes da viagem, aliás, a equipe venceu o Mali por 2 a 0 em amistoso que ocorreu em Antalya.
Contudo, poucas horas depois da confirmação dos vistos para os jogadores, os EUA anunciaram novos ataques aéreos contra o Irã. O cessar-fogo, teoricamente, estava em vigor desde 8 de abril.
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