A ausência do árbitro somali Omar Artan na Copa do Mundo de 2026 continua gerando repercussão no futebol internacional. Escalado para se tornar o primeiro árbitro da Somália a atuar em um Mundial, ele teve a entrada nos Estados Unidos negada e acabou ficando fora da competição.
A situação provocou críticas à Fifa, especialmente após a entidade confirmar que não pretende intervir no caso. Entre os que se manifestaram está Keith Hackett, ex-árbitro da Fifa e antigo chefe da arbitragem profissional da Inglaterra. Para ele, a organização deveria compensar financeiramente Artan pela oportunidade perdida.
“É extremamente injusto impedir um árbitro de participar de uma Copa do Mundo depois de todo o esforço necessário para chegar a esse nível. Isto porque ele superou muitos obstáculos ao longo da carreira para alcançar esse momento”, afirmou Hackett ao Football Insider.
O ex-dirigente sugeriu que a Fifa pague ao somali um valor equivalente ao que ele receberia trabalhando no torneio. Segundo estimativas, os árbitros selecionados para a competição podem ganhar cerca de 86 mil euros.
“Tenho certeza de que ele, sua família e sua federação estão profundamente decepcionados. Dessa maneira, como a Fifa não conseguiu ajudá-lo a resolver a situação, seria justo conceder uma compensação financeira”, acrescentou.
Além disso, quem também criticou o episódio foi o ex-jogador inglês e ídolo do Arsenal, Ian Wright. Nas redes sociais, ele classificou o torneio como uma “Copa do Mundo do caos” e demonstrou indignação com os frequentes relatos de pessoas impedidas de entrar no país.
“Acabei de ver que um árbitro da Somália teve sua entrada negada. Além disso, a cada poucas horas surge uma nova história envolvendo torcedores, jogadores, dirigentes, jornalistas e agora árbitros enfrentando o mesmo problema”, escreveu.
Por fim, Wright ainda questionou a forma como os anfitriões estão conduzindo a organização do evento e afirmou que a competição tem sido marcada por situações problemáticas fora das quatro linhas.
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