Poucos estádios carregam tanto peso na história do futebol quanto o Azteca. Símbolo do esporte mundial, a arena localizada na Cidade do México está pronta para escrever mais um capítulo de sua trajetória ao receber a Copa do Mundo de 2026.
Rebatizado pela Fifa como Estádio da Cidade do México durante o torneio, o local passou por uma ampla modernização que consumiu cerca de 225 milhões de dólares. Valor que supera R$ 1,1 bilhão na cotação atual. A reforma durou 18 meses e transformou completamente a estrutura interna da arena.
O investimento prepara o estádio para um feito inédito: tornar-se o primeiro da história a receber partidas em três edições diferentes da Copa do Mundo.
Palco de momentos eternos
O Azteca ocupa um lugar especial na memória dos torcedores. Nenhum outro estádio recebeu tantas partidas de Mundial. Ao longo das edições de 1970 e 1986, a arena sediou 19 jogos, incluindo duas partidas de abertura e duas finais.
Foi naquele gramado que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial em 1970, liderado por Pelé. Também foi palco do famoso “Jogo do Século”, entre Itália e Alemanha Ocidental, vencido pelos italianos por 4 a 3 após a prorrogação.
Dezesseis anos depois, o estádio voltou ao centro das atenções ao receber a Copa de 1986. Naquele Mundial, o argentino Diego Maradona protagonizou dois dos lances mais emblemáticos da história do futebol: o gol da “Mão de Deus” e o chamado “Gol do Século”, ambos contra a Inglaterra. Além disso, o Azteca registrou seis dos dez maiores públicos já contabilizados em Copas do Mundo.
Reforma moderniza estrutura o Azteca
Embora mantenha sua imponência histórica, o estádio chega ao Mundial com uma estrutura completamente renovada. A capacidade aumentou de 83 mil para aproximadamente 87 mil torcedores. O número segue distante dos mais de 110 mil espectadores registrados na Copa de 1970, mas ainda coloca a arena entre as maiores do planeta.
As obras incluíram a troca completa da área de competição, novos vestiários, espaços de hospitalidade ampliados, modernização do sistema de áudio e instalação de dois telões gigantes de LED.
Além disso, o gramado também recebeu atenção especial. Agora, utiliza tecnologia híbrida, composta majoritariamente por grama natural, além de sistemas avançados de drenagem e ventilação subterrânea.
Uma das novidades é um mecanismo de sucção capaz de retirar rapidamente a água da chuva. Outro sistema injeta ar sob o campo para melhorar a oxigenação da grama, recurso presente em poucos estádios ao redor do mundo.
Cinco jogos na Copa de 2026
A Fifa assumiu oficialmente o controle operacional do estádio em 14 de maio, cerca de um mês antes da abertura do Mundial. Aliás, durante a competição, o Azteca receberá cinco partidas. A principal delas será o jogo inaugural entre México e África do Sul. Além da estreia, a arena sediará mais dois confrontos da fase de grupos, um duelo da fase de 32 avos de final e uma partida das oitavas de final.
A reinauguração aconteceu em 28 de março, após 671 dias de obras. Na ocasião, México e Portugal empataram por 1 a 1 em amistoso.
Azteca é um patrimônio do futebol mundial
Atualmente, o estádio pertence ao Grupo Ollamani, controlador também do América, um dos clubes mais tradicionais do futebol mexicano.
O caminho até a conclusão das obras, porém, não foi simples. Afinal, o projeto sofreu atrasos e passou por diversas alterações ao longo dos últimos anos. Inicialmente prevista para começar em 2023, a reforma só teve início em abril de 2024.
Agora, com a contagem regressiva para a Copa do Mundo em andamento, o lendário “Colosso de Santa Úrsula” está novamente preparado para receber alguns dos momentos mais importantes do futebol mundial.
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