Ex-presidente da Fifa detona Infantino e diz que EUA não poderiam receber a Copa

President Donald Trump, flanked by Vice President JD Vance and FIFA President Gianni Infantino, announces that the FIFA World Cup draw will take place on December 5 at the Kennedy Center, Friday, August 22, 2025. (Official White House Photo by Joyce N. Boghosian)
President Donald Trump, flanked by Vice President JD Vance and FIFA President Gianni Infantino, announces that the FIFA World Cup draw will take place on December 5 at the Kennedy Center, Friday, August 22, 2025. (Official White House Photo by Joyce N. Boghosian) -

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, voltou a criticar a gestão de Gianni Infantino e classificou como “inacreditável” e “absurda” a decisão que deixou o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan fora da Copa do Mundo de 2026. O episódio ocorreu após as autoridades dos Estados Unidos impedirem a entrada do profissional no país, uma das sedes do torneio.

Segundo Blatter, a situação expõe uma grave contradição da Fifa, que não conseguiu garantir a participação de um árbitro oficialmente selecionado para o Mundial. Artan seria o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo, mas teve a entrada negada pelas autoridades migratórias americanas e acabou excluído da competição.

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“É inacreditável e absurdo. Quando um país é escolhido para sediar uma Copa do Mundo, existem dois princípios sagrados e fundamentais: segurança e concessão de vistos de entrada a todos os dirigentes da Fifa. Portanto, não há nada mais oficial do que um árbitro. Se um país nega a entrada a um árbitro, é um problema sério. Assim, a Copa do Mundo não deveria ser realizada em tal país”, afirmou Blatter, de 90 anos, em entrevista ao jornal francês L’Équipe.

“A culpa é, principalmente, da Fifa. Abandonou os princípios e o país (Estados Unidos) não respeitou. Não podemos impedir (a realização) do torneio. É ultrajante”, completou.

Além de condenar o veto ao árbitro, Blatter ampliou as críticas ao atual presidente Gianni Infantino por causa de sua proximidade com o líder americano Donald Trump. O ex-dirigente afirmou que a Fifa ultrapassou os limites da neutralidade previstos em seus próprios estatutos.

“O atual presidente (Infantino) deveria mostrar que é mais forte que seu ‘bom’ amigo na Casa Branca (Trump). Quando você começa a deixar a política te controlar, é muito ruim”, disse Blatter.