Marta iniciou sua trajetória nos corredores de São Januário. Diante disso, a Arena Castelão celebrou intensamente a Rainha na terça-feira (9), quando a jogadora de 40 anos entrou em campo no amistoso entre Brasil e Estados Unidos.
Essa história de amor com a seleção brasileira começou justamente no Vasco, o que gera imenso orgulho para a instituição e serve de inspiração para quem busca reerguer o futebol feminino no clube atualmente.
Com o objetivo de preservar essa memória, o Museu Vasco da Gama ostenta com orgulho os primeiros passos da atleta. Aos 14 anos, no ano de 2000, a jovem enfrentou três dias de viagem de ônibus e percorreu mais de dois mil quilômetros desde Dois Riachos, em Alagoas, até o Rio de Janeiro para realizar testes no clube.
Atualmente, o acervo exibe fotos daquela época no futsal feminino, além de uma súmula histórica de 2001. Foi neste ano em que Marta vestiu a camisa 10 no time principal e conquistou o Campeonato Brasileiro Sub-19.
Início e Mundial no Vasco
Nesse ínterim, a atleta conheceu Helena Pacheco, sua treinadora e grande mentora. A técnica a descrevia como “faminta” pela bola, destacando uma dedicação extrema que a levava a treinar incansavelmente até alcançar a excelência.
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Como consequência natural desse talento, a comissão técnica da seleção brasileira convocou a jovem de 16 anos, ainda como representante do Vasco, para o Mundial Sub-19 de 2002. Naquela oportunidade, Marta garantiu a artilharia do Brasil com seis gols e faturou a Bola de Prata da competição.
Por fim, esse ciclo vitorioso no Rio de Janeiro terminou em 2003, quando o Vasco encerrou o departamento de futebol feminino profissional. Apesar do momento difícil, Helena Pacheco buscou novas equipes e conseguiu uma oportunidade no Santa Cruz, de Minas Gerais. Foi justamente com a camisa do clube mineiro que a Rainha disputou sua primeira Copa do Mundo feminina.
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