Raphinha exalta Ancelotti e se vê pronto para segunda Copa: ”Me sinto preparado”

Raphinha exalta Ancelotti e se vê pronto para segunda Copa: ”Me sinto preparado”
Raphinha exalta Ancelotti e se vê pronto para segunda Copa: ”Me sinto preparado” -

A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Raphinha demonstrou confiança no trabalho realizado sob o comando de Carlo Ancelotti e garantiu que o grupo chega preparado para enfrentar o Marrocos, neste sábado (13/6), às 19h (de Brasília), pela primeira rodada do Grupo C.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11/6), o atacante ressaltou que a equipe aproveita os últimos treinamentos para corrigir detalhes e estudar o adversário africano, apontado como um dos mais fortes entre os cabeças de chave do torneio. Contudo, apesar do otimismo, o jogador alertou para os desafios de uma competição de tiro curto, na qual erros podem custar caro.

“Ainda estamos vendo alguns pontos fortes e pontos fracos para estarmos preparados para explorar os pontos fracos. Temos alguns dias até o jogo para podermos aprimorar melhor”, disse Raphinha, que seguiu.

“Não só no primeiro jogo. Não só um ponto de atenção, mas vários. É uma competição em curto período de tempo. É muito traiçoeiro. Pouco tempo de trabalho para organizar. Com este tempo de preparação, estamos tentando nos adaptar e chegar o mais próximo possível de não cometer erros. O ponto de atenção é termos uma competição curta e errarmos o mínimo possível”, completou.

Defesa ganha atenção especial

Questionado sobre as críticas ao sistema defensivo brasileiro nos últimos meses, Raphinha reconheceu a força ofensiva da equipe, mas ressaltou que títulos também passam pela consistência sem a bola. Contudo, o atacante também avaliou positivamente os amistosos recentes contra Panamá e Egito.

“Eu acho que realmente ofensivamente temos força muito grande. Mas, só ofensivo não vai ganhar a Copa. Temos consciência disso. Sabemos que defensivamente, se não tomar gol, temos grande chance de fazer gols. Então é um ponto importante de se treinar a parte defensiva. Se conseguirmos defender bem, a possibilidade de ganhar é grande. Só um ponto: estes dois jogos, Panamá e Egito, acho que defendemos bem. Poderíamos defender melhor. Mas defendemos bem. Tomamos um gol de bola parada, um de falha nossa e um golaço, que não tinha o que fazer. Não demos oportunidades de eles criarem perto da nossa área”, disse o atacante.

Raphinha mais preparado para segunda Copa

Vivendo um dos melhores momentos da carreira, Raphinha acredita que chega muito mais preparado para disputar uma Copa do Mundo do que há quatro anos, no Catar. Segundo ele, a experiência adquirida no Barcelona e na própria Seleção mudou sua forma de encarar a pressão.

“Eu acho que senti mais pressão na Copa de 22 do que nessa. Porque me vendo com os olhos de hoje, em 2022 eu cheguei muito imaturo para a Copa. Não só na Seleção, também estava chegando ao Barcelona. Sentia que não estava totalmente adaptado à Seleção Brasileira. E agora me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube e na Seleção. A pressão vai existir sempre. Quando vestimos a camisa da seleção brasileira, a pressão vem junto. É a única que ganhou cinco Copas do Mundo. Se não estivermos preparados para a pressão, não podemos disputar um torneio deste nível.

Confiança de Ancelotti aumenta responsabilidade

Um dos jogadores mais utilizados por Carlo Ancelotti desde a chegada do treinador, Raphinha revelou que mantém uma relação antiga e respeitosa com o italiano, construída ainda nos tempos de futebol espanhol. Contudo, o atacante admitiu que costuma ser mais exigente consigo mesmo do que o próprio treinador.

“O Mister tem total confiança. Ele já me acompanhava na Espanha. Já conversamos várias vezes. Mesmo sendo muito rivais, tivemos boa relação. Por ter uma autocrítica muito alta, eu me cobro muito mais do que o Mister. Tento me provar mais que eu sou capaz do que eu deveria provar pro Mister. Ele está contente com o que venho entregando nos treinos e nos jogos, mas sei que posso fazer muito mais e estou buscando isso”, analisou o jogador.

Embora o Brasil apareça entre os principais candidatos ao título, o atacante afirmou que o grupo tenta se blindar do excesso de expectativas externas. Mesmo assim, ele reconheceu que os jogadores sabem do peso da camisa brasileira e do desejo dos torcedores pelo hexa.

“Eu acompanho zero do que sai de notícias. Tenho um pessoal que cuida das redes sociais. Não assisto à TV. A gente está muito confiante. Acho que a galera que não acredita, não é que não acreditem. Mas foram tantos anos se frustrando, porque tivemos seleções que podiam ganhar e não ganharam. E as pessoas não querem se frustrar novamente. Mas no fundo, todos estão torcendo pela Seleção e isso vai ser muito importante para nós”, falou o atacante.

Raphinha mais versátil

Outro assunto foi a lesão de Wesley. Afinal, o lateral-direito atuava no mesmo setor que o atacante e agora terá que mudar a tática com o outro atleta que entrar no lugar.

“O que o Professor pedir, vou fazer. Se tiver que jogar pela esquerda, vou me adaptar o melhor possível. Pela direita teria mais facilidade, por vir jogando há muito tempo. E se tiver que me adaptar no meio vou fazer o melhor possível também.

Por fim, o atacante destacou que o elenco entende a responsabilidade de assumir protagonismo em momentos decisivos.

“Temos vários jogadores muito experientes. Até mesmo Vini, que não tem tanta idade, mas tem muita experiência no futebol e pode nos trazer o hexa. E eu me incluo nisso. Podemos resolver uma Copa”, finalizou.

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