Escócia chega à Copa com dúvida no gol entre veterano e concorrente mais jovem

Escócia chega à Copa com dúvida no gol entre veterano e concorrente mais jovem
Escócia chega à Copa com dúvida no gol entre veterano e concorrente mais jovem -

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, a principal dúvida da Escócia está em uma das posições mais importantes do time. O técnico Steve Clarke ainda não definiu quem será o goleiro titular para a partida contra o Haiti, neste sábado (13/6), e mantém uma disputa aberta entre Craig Gordon e Angus Gunn.

A decisão coloca frente a frente dois cenários bem diferentes. De um lado está Gordon, de 43 anos, jogador mais velho desta edição do Mundial e figura histórica da seleção escocesa. Do outro aparece Gunn, de 30 anos, que vive a idade considerada ideal para goleiros, mas chega ao torneio com pouca sequência de jogos. A indefinição segue até os últimos treinamentos antes da estreia.

“Não há indicações. Temos mais alguns dias de treinamento. Eu quero ter essa vaga. Vamos treinar o máximo possível nos próximos dias e ver quem o treinador irá escolher”, afirmou o técnico Craig Gordon, em entrevista coletiva.

A situação chama atenção porque nenhum dos candidatos chega à Copa com ritmo elevado de competição. Gordon disputou apenas três partidas pelo Hearts na última temporada. O veterano voltou a sofrer com problemas físicos e precisou lidar com mais uma lesão em uma carreira marcada por longos períodos de recuperação.

Já Angus Gunn vive cenário semelhante. Afinal, depois de atuar regularmente pelo Norwich durante quatro temporadas, o goleiro perdeu espaço ao se transferir para o Nottingham Forest e participou de apenas uma partida ao longo da temporada.

Experiência pesa a favor de Gordon

Contudo, apesar das limitações físicas recentes, Craig Gordon conta com a confiança de parte da torcida e com a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas no futebol profissional. Aliás, o goleiro admitiu que chegou a acreditar que não teria mais a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo.

“Eu pensei que minha chance havia passado. Estar aqui, fazer parte disso, é um momento muito especial para qualquer atleta, especialmente para mim. Treinei muito para estar aqui. É um sentimento fantástico. Sinto que o time está pronto para o primeiro jogo.”, disse o goleiro, em entrevista coletiva.

Steve Clarke ainda comandará os últimos treinamentos antes da estreia e utilizará as atividades finais para definir quem começará a Copa como titular. A tendência é que a escolha leve em consideração não apenas a condição física dos atletas, mas também a experiência em jogos de grande porte e a confiança demonstrada durante a preparação.

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