Calor extremo ameaça Copa do Mundo e pode impactar jogo decisivo do Brasil

Calor extremo ameaça Copa do Mundo e pode impactar jogo decisivo do Brasil
Calor extremo ameaça Copa do Mundo e pode impactar jogo decisivo do Brasil -

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas um adversário já preocupa seleções, organizadores e torcedores: o calor extremo. Um estudo da organização climática Climate Central aponta que 97 dos 104 jogos do torneio apresentam risco de serem disputados sob temperaturas elevadas. Cenário que pode influenciar diretamente o desempenho dos atletas e a experiência do público nos estádios.

Entre as partidas apontadas pelo levantamento está justamente um compromisso da Seleção Brasileira. O confronto contra a Escócia, marcado para o Hard Rock Stadium, em Miami, pela última rodada da fase de grupos, aparece com 95% de probabilidade de ocorrer sob condições classificadas como de calor extremo.

Embora os maiores alertas estejam concentrados no centro dos Estados Unidos, a Seleção Brasileira também deve enfrentar temperaturas elevadas logo na estreia contra Marrocos, neste sábado (13/6), em Nova Jersey.

A previsão para a região aponta máxima de 32°C no dia da partida. Na véspera, os termômetros podem atingir 35°C em Nova York, superando o recorde registrado no ano anterior. Com a umidade elevada, a sensação térmica poderá chegar aos 40°C.

Apesar de não representar um cenário tão crítico quanto o previsto para Miami, o calor já preocupa principalmente os torcedores, que deverão permanecer por longos períodos em filas e áreas externas do estádio.

Jogos da Copa do Mundo com maior risco

O levantamento da Climate Central aponta outros confrontos com probabilidade ainda maior de temperaturas extremas. O jogo entre Alemanha e Curaçao, em Houston, no dia 14 de junho, lidera a lista com 96% de chance de calor intenso.

Logo atrás aparece Inglaterra x Croácia, em Dallas, com 95% de probabilidade. O dado chama atenção porque a partida será disputada no Estádio AT&T, arena equipada com sistema de climatização.

Especialistas destacam que o impacto não se limita ao campo. As condições climáticas também podem afetar deslocamentos, concentração de torcedores e operações logísticas nas cidades-sede.

Segundo autoridades meteorológicas norte-americanas, estados como Kansas, Nebraska, Dakota do Sul, Minnesota, Texas e Novo México enfrentarão uma forte onda de calor durante a primeira semana do Mundial. As previsões indicam máximas próximas dos 39°C em algumas regiões.

O cenário deve se ampliar nos dias seguintes, alcançando o Meio-Oeste e também a Costa Leste dos Estados Unidos. Alertas oficiais apontam que cerca de 30 milhões de pessoas estarão expostas ao nível 3 de risco em uma escala que vai até 4, índice considerado preocupante para pessoas sem acesso adequado a ambientes refrigerados.

FIFA recua sobre garrafas de água

A preocupação com o calor já provocou mudanças na organização da competição. Após críticas de torcedores e especialistas, a Fifa voltou atrás na decisão que proibia a entrada de garrafas de água nos estádios. A medida passou a valer para partidas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá.

No entanto, a entidade manteve a restrição para os jogos disputados no México, sem apresentar uma justificativa específica para a diferença de tratamento entre os países-sede. Em nota oficial, a FIFA explicou.

“A FIFA está empenhada em proteger a saúde e a segurança de todos os jogadores, árbitros, torcedores, voluntários e funcionários. Para que não haja dúvidas, as garrafas de água reutilizáveis não podem ser levadas para o estádio.”

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