Para muitos, Edin Dzeko já é uma lenda do futebol. Para outros, é o nome de um jogador pouco valorizado. O bósnio de 40 anos, afinal, volta a disputar uma Copa do Mundo contra todos os prognósticos e vai estar em campo nesta sexta-feira, às 16h, contra o Canadá, em Toronto. E seus números na carreira assustam.
Entre os artilheiros presentes no Mundial, Dzeko é simplesmente o quinto maior em atividade no mundo, com 456 gols anotados na carreira. Está atrás de Cristiano Ronaldo (973 gols), Messi (912), Lewandowski (733) e Harry Kane (515 gols). No total, ocupa a oitava posição nesta lista, tendo também Luís Suárez, Karim Benzema e Edinson Cavani à sua frente. Os três estão aposentados de suas seleções, mas seguem sob contrato com seus respectivos clubes.
Com passagens por Inter de Milão, Roma e Manchester City, o atacante defende o Schalke 04, que disputa a 2. Bundesliga, o equivalente à Série B alemã. Não viveu uma grande temporada e está em declínio, mas é um dos líderes de sua seleção, que surpreendeu a Itália na repescagem europeia. Entre as estrelas com quem disputa espaço, Dzeko é o “patinho feio”, sem o mesmo destaque por seus feitos. O fato de ter 1,93m e não contar com tanto refino técnico contribui para isso.
Superação após vivenciar a guerra
Dzeko faz parte de uma geração que experimentou a guerra. A duras penas, a Bósnia se tornou independente durante a década de 90, quando ele era apenas uma criança. Caso semelhança ao do tenista Novak Djokovic, que nasceu na parte sérvia da antiga Iugoslávia e sempre relata suas memórias com o barulho das bombas.
Dias antes do Mundial, Dzeko publicou um texto no site The Players Tribune em que fala sobre a superação das dificuldades para realizar seu sonho.
“Cresci em meio à guerra. De repente, eu estava vivendo um conto de fadas. Parecia tão impossível que eu nem sequer sonhava com isso (…) Eu era um menino que poderia ter tido um destino diferente”, relatou.
Copa de 2014 no Brasil
A única Copa do Mundo no currículo de Dzeko é a do Brasil, em 2014. Na ocasião, atravessava ótimo momento, tinha 28 anos e marcou um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Irã. A Bósnia, entretanto, caiu logo na fase de grupos.
De lá para cá, o atacante manteve a boa média de gols por algumas temporadas, principalmente em 2016/17, pela Roma, quando balançou as redes 37 vezes. Pela seleção, no total, Dzeko fez 73 gols e, por isso, é considerado um herói nacional.
Além de Canadá e Bósnia, o Grupo B conta com a favorita Suíça e o Catar, que só estreiam na Copa do Mundo neste sábado.
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