Agora é para valer! Em busca do hexacampeonato, o Brasil já enfrentará uma pedreira logo no primeiro desafio na Copa do Mundo de 2026. Afinal, o Marrocos se perfila como um forte candidato a repetir 2022 e terminar o torneio internacional como uma das forças inesperadas. Esta é a expectativa no Norte da África e da imprensa daquele país. O Jogada1o, então, conversou com três jornalistas que acompanham o time adversário nos Estados Unidos. Neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife, em Nova Jersey, as duas seleções se encontram pela primeira rodada do Grupo C.
Antes deste choque, é preciso estar atento em relação ao crescimento do rival. Há quatro anos, no Qatar, Marrocos foi a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal, chocando o planeta ao implodir a Península Ibérica durante o mata-mata. Espanha e Portugal caíram assim, diante dos Leões do Atlas. Em março, Walid Regragui, treinador da campanha de 2022, pediu demissão após o vice-campeonato da Copa da África (CAN). Mohamed Wahbi o substituiu e não deixou a peteca cair durante o ciclo pré-Copa do Mundo.
“O Marrocos é um time mais forte e experiente do que em 2022. A equipe teve um bom rendimento durante os amistosos e a Copa da África. A troca de treinador não impacta o trabalho de uma Copa do Mundo para outra. Mohamed Wahbi é um excelente treinador e fez um trabalho de excelência no Mundial Sub-20 do Chile. Apesar do grande encontro do fim de semana, definido em detalhes, não acho que o jogo definirá quem será o primeiro ou o segundo colocado logo na primeira rodada”, destacou Houdaifa El Hajjam, repórter da MAP (Maghreb Arabe Presse), ao J10.
Seleção marroquina vai mudar
Quem se encantou com o Marrocos de 2022 pode se preparar, aliás, para ver um time com perfil oposto em campo. É o que garante o setorista Chakir Oussama, do portal “Kooralife”. Com o meia-atacante Brahim (Real Madrid) e o lateral-direito Hakimi (Paris Saint-Germain) cada vez mais consolidados no cenário europeu, é difícil não pensar em um time propositivo e atuando de forma mais arrojada dentro das quatro linhas.
“Na última Copa do Mundo, fomos um time defensivo, porque éramos desconhecidos e subestimados. Agora, nós já podemos jogar como favoritos. Seremos mais ofensivos para voltar a protagonizar algo incrível, não abdicando de uma forte marcação. Estamos entre os dez primeiros no ranking da Fifa e contamos com os melhores jogadores da África, além da melhor geração da história do país”, enumerou o comunicador.
Apesar dos perigos que se anunciam para o Brasil, o Marrocos ainda é uma seleção emergente. Por isso, a mídia africana enxerga o duelo contra o Brasil com muita cautela.
“O Brasil, sem dúvida, é o time mais forte deste grupo e um dos candidatos ao título. Agora, nas mãos do Carlo Ancelotti, técnico fabuloso, pode crescer ainda mais. Queríamos muito enfrentar o Neymar. Não foi possível em 2023 (amistoso com vitória africana por 2 a 1) e não será agora. Mas o jogo deste fim de semana continua como um grande desafio para a seleção marroquina. Vamos para a Copa do Mundo com resiliência, desejo, paixão e vontade de vencer”, enfatizou Jihane Jahouri, da “2M”, uma emissora estatal do Marrocos.
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