O Vasco passou a enfrentar mais um capítulo em seu processo de recuperação judicial. Desta vez, a cobrança parte de uma das empresas mais conhecidas do mercado editorial esportivo. O jornalista Ancelmo Gois, do jornal O GLOBO, informou em sua coluna que a Panini Brasil protocolou um pedido formal para habilitar um crédito milionário junto à Justiça e buscar o recebimento de valores que afirma ter direito dentro do processo conduzido pelo clube carioca.
De acordo com a documentação apresentada à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a editora solicita a inclusão de um crédito de R$ 727.034,56 na recuperação judicial vascaína. O valor já teria sido reconhecido anteriormente em decisão judicial. Situação essa que fortalece a solicitação feita pela empresa para integrar oficialmente a lista de credores do Cruz-Maltino.
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Origem da dívida ainda sem pormenores
Embora a cobrança já esteja formalizada nos autos do processo, os documentos divulgados até o momento não esclarecem a origem da dívida entre as partes. A ausência dessa informação chamou atenção nos bastidores jurídicos, principalmente porque a relação mais comum entre clubes de futebol e a Panini costuma ocorrer através de contratos de licenciamento.
A empresa italiana se tornou mundialmente conhecida pela produção dos tradicionais álbuns de figurinhas da Copa do Mundo e de grandes competições esportivas. Além disso, mantém forte atuação no segmento de quadrinhos, publicando títulos de marcas como Marvel e DC no Brasil. Por isso, a entrada da companhia na recuperação judicial do Vasco gerou repercussão entre torcedores e especialistas.
O pedido também conta com a participação do escritório de advocacia responsável pela representação da editora. Ambos defendem o reconhecimento do valor já certificado judicialmente, buscando garantir a inclusão da quantia entre os débitos no plano de recuperação financeira do clube.
A recuperação judicial do Vasco tem como objetivo reorganizar as finanças e estabelecer condições para o pagamento de credores ao longo dos próximos anos. Desde a abertura do processo, diversas empresas e instituições apresentaram pedidos semelhantes, ampliando a lista de obrigações financeiras da agremiação.
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