Fifa sofre pressão por exclusão de árbitro após suposto gesto supremacista

FIFA President Gianni Infantino delivers closing remarks during the 74th FIFA Congress in Bangkok on May 17, 2024. The 74th FIFA Congress is taking place in Bangkok with member associations voting on a range of issues including confirmation of the host nation or nations for the 2027 women's football World Cup. (Photo by Manan VATSYAYANA / AFP)
FIFA President Gianni Infantino delivers closing remarks during the 74th FIFA Congress in Bangkok on May 17, 2024. The 74th FIFA Congress is taking place in Bangkok with member associations voting on a range of issues including confirmation of the host nation or nations for the 2027 women's football World Cup. (Photo by Manan VATSYAYANA / AFP) -

Durante a goleada da Alemanha por 7 a 1 contra Curaçao no último domingo (14), um episódio fora das quatro linhas chamou atenção. Isso porque o árbitro de vídeo australiano Shaun Evans sofre acusação de fazer gesto de associação à supremacia branca.

A rede responsável por monitorar manifestações discriminatórias na Copa do Mundo pediu que a FIifa afastasse o profissional do torneio. Diversos torcedores, aliás, também relataram o gesto nas redes sociais.

“Segundo nossos especialistas, o gesto utilizado se assemelha claramente a um sinal de ‘OK’ invertido, usado como símbolo de ‘poder branco’ em círculos da extrema-direita global”, declarou à rede Fare.

“Notamos que, nos dois jogos seguintes, parece que os diretores de TV deixaram de apresentar o painel do VAR ao público televisivo. O público global da televisão não deve ser exposto a indivíduos extremistas de extrema-direita usando símbolos neonazistas enquanto se prepara para assistir a uma partida. Claramente, esse árbitro não deveria ter mais nenhuma função nesta Copa do Mundo”, prosseguiu.

Porta-voz da Fifa diz que a organização estava ciente do incidente

O sinal em questão — unir polegar e indicador formando um círculo, com os demais dedos estendidos — tradicionalmente significa “OK”. Contudo, nos últimos anos passou a ser apropriado por grupos extremistas, sob interpretação de uma combinação das letras “W” (White) e “P” (Power).

A Liga Antidifamação (ADL) reconhece o símbolo como expressão de ódio, mas alerta que seu uso deve passar por análise cautelosa, já que ainda se emprega em contextos neutros.

Até o momento, a Fifa não divulgou posicionamento oficial. Um porta-voz limitou-se a confirmar que a entidade máxima do futebol mundial está ciente do caso, sem oferecer mais detalhes.

Evans, árbitro profissional desde 2016 e integrante da Fifa desde 2017, tem longa trajetória na A-League australiana, com mais de 200 partidas apitadas. Em Copas do Mundo, ele atua como árbitro assistente de vídeo (VAR), tanto no Catar em 2022 quanto na edição atual.

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