A recuperação de Neymar deixou de seguir o cronograma inicialmente imaginado pela comissão técnica da Seleção Brasileira. O camisa 10 ainda não conseguiu avançar para atividades com bola, cenário que levou a CBF a abandonar qualquer previsão sobre seu retorno durante a fase de grupos da Copa do Mundo.
Nos primeiros dias da concentração, a entidade demonstrava confiança de que o atacante poderia ficar à disposição ainda na etapa inicial do Mundial. No entanto, a evolução abaixo do esperado fez com que os responsáveis pelo departamento médico e pela comissão técnica adotassem uma postura mais cautelosa.
Com isso, a tendência é que Neymar permaneça fora da partida contra o Haiti, marcada para sexta-feira (19/6). Caso apresente melhora significativa nos próximos dias, o duelo diante da Escócia surge como a primeira possibilidade de retorno.
Internamente, porém, o entendimento é que qualquer risco de agravar a lesão será evitado. A prioridade é garantir que o jogador esteja plenamente recuperado para os confrontos decisivos da competição.
Por essa razão, a comissão técnica não trabalha mais com pressa para reintegrar o atacante. A avaliação é que sua utilização só ocorrerá quando houver total segurança física, especialmente porque uma recaída poderia comprometer a sequência do Brasil no Mundial.
Mudança de estratégia sobre Neymar mexe com a CBF
Além da cautela médica, a CBF também alterou a forma como trata publicamente a situação de Neymar. No início da preparação para a Copa, a entidade divulgava informações frequentes sobre a recuperação do atacante e mantinha uma comunicação mais aberta sobre cada etapa do tratamento. Com o aumento da pressão após o desempenho abaixo do esperado da Seleção na estreia, esse cenário mudou.
A partir de agora, a orientação é fornecer atualizações apenas quando houver avanços relevantes no processo de recuperação. A estratégia busca reduzir o foco diário sobre o camisa 10 e evitar que sua ausência se transforme em mais um tema de desgaste para a equipe.
Nos bastidores, a avaliação é de que o debate constante sobre Neymar tem alimentado questionamentos em torno do trabalho da Seleção. Por isso, a CBF prefere diminuir a exposição do caso até que exista uma perspectiva mais concreta para o retorno do principal astro brasileiro.
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