Corinthians registra déficit de R$ 168 milhões no balancete de abril

Corinthians registra déficit de R$ 168 milhões no balancete de abril
Corinthians registra déficit de R$ 168 milhões no balancete de abril -

O Corinthians divulgou o balancete de abril nesta quinta-feira (18). Assim, o clube registrou déficit de R$ 168 milhões, valor cerca de 130% acima dos R$ 72,9 milhões previstos no orçamento para o período.

De acordo com o clube, o resultado negativo ocorreu principalmente pela ausência de vendas de jogadores nos quatro primeiros meses de 2026. Afinal, a diretoria projetava arrecadar R$ 75 milhões líquidos com negociações no início da temporada, mas decidiu adiar as operações para priorizar o desempenho na Libertadores e a valorização do elenco.

Em janeiro, o Corinthians recusou uma proposta de 18 milhões de euros (R$ 112 milhões na cotação da época) do Fenerbahçe, da Turquia, pelo atacante Yuri Alberto. No mês seguinte, o clube rejeitou uma oferta de 10 milhões de euros (R$ 61,6 milhões) do Besiktas pelo goleiro Hugo Souza. Em março, o clube também recusou uma investida de 17 milhões de euros (R$ 103 milhões) do Milan pelo volante André.

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A diretoria manteve a estratégia de segurar atletas. Assim como reforçou a expectativa de arrecadar 25 milhões de euros líquidos (R$ 148,4 milhões) com vendas na próxima janela de transferências. O período para vendas e contratações vai de 20 de julho a 11 de setembro.

Veja mais detalhes do balancete

O relatório aponta ainda que, caso tivesse realizado as vendas na primeira janela e não tivesse arcado com o parcelamento da premiação da Copa do Brasil e com os impostos ligados à dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, o déficit cairia para R$ 54,4 milhões, abaixo do previsto no orçamento.

Entre janeiro e abril de 2026, o Timão registrou receita operacional bruta de R$ 273,1 milhões. As principais fontes de arrecadação vieram dos patrocínios, que somaram R$ 91,2 milhões, dos direitos de transmissão, com R$ 81,7 milhões, e da receita de jogos, que alcançou R$ 37,1 milhões.

No mesmo período, o custo operacional chegou a R$ 272,1 milhões. A maior parte das despesas foi destinada ao pagamento de pessoal, incluindo salários e encargos trabalhistas, que totalizaram R$ 198 milhões. O clube também desembolsou R$ 38,6 milhões com despesas não recorrentes, como premiação da Copa do Brasil e a dívida com Félix Torres.

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