Após falas sobre Sócrates, prefeito de Nova York recebe camisas do Corinthians

Após falas sobre Sócrates, prefeito de Nova York recebe camisas do Corinthians
Após falas sobre Sócrates, prefeito de Nova York recebe camisas do Corinthians -

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, recebeu camisas do Corinthians no último sábado (20) durante um evento na cidade. Dirigentes do clube e o ex-jogador Walter Casagrande entregaram os presentes ao político norte-americano.

A homenagem ocorreu após Mamdani publicar um vídeo sobre Sócrates e a Democracia Corinthiana. Afinal, ele divulgou o conteúdo pouco antes da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo contra o Marrocos. No vídeo, o prefeito destacou a trajetória de Sócrates e sua atuação durante o período da ditadura militar no Brasil.

“Sócrates jogou pelo Brasil nos anos 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção. Estes foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força”, afirmou.

“No Corinthians, o clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros comuns chamavam democracia. Eles começaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corinthiana. Quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhava na lavanderia, você tinha um voto”, completou.

“E enquanto a ditadura militar estava torturando e assassinando seus cidadãos, Sócrates liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas”, disse.

Importância do futebol na sociedade

O político norte-americano também refletiu sobre o significado do futebol para a sociedade e ressaltou o papel do esporte como instrumento de mobilização social.

“O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores, e por 90 minutos de cada vez, não apenas nos permitiu esquecer nossos problemas, mas encontrar maneiras de superá-los. Que belo jogo”, frisou.

A Democracia Corinthiana entrou para a história do futebol brasileiro no início da década de 1980 ao unir esporte e participação política. Sob a liderança de Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, o movimento apoiou a redemocratização do país e defendeu a volta das eleições diretas para presidente.

Além disso, o grupo transformou a gestão interna do Timão. O clube passou a discutir coletivamente temas importantes do cotidiano, como contratações, formação do elenco e regras internas.

Por fim, nesse modelo, jogadores, funcionários e membros da comissão técnica participaram das decisões em igualdade de condições. Cada integrante teve direito a voto com o mesmo peso, independentemente da função exercida dentro do clube.

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