O Grêmio Catanduvense encerrou sua participação na Segunda Divisão do Campeonato Paulista – equivalente ao quinto nível estadual – com um desfecho vergonhoso. Afinal, a equipe sofreu uma goleada histórica de 17 a 0 para o Independente de Limeira, no último sábado (20). O resultado simboliza a fase crítica a qual vive o clube da cidade de Catanduva.
A “Bruxa”, como a equipe é conhecida, entrou em campo novamente desfalcada: apenas nove jogadores iniciaram a partida. Além disso, dois deles ainda ficaram pelo caminho — um lesionado e outro expulso —, deixando o time no limite mínimo para que não houvesse o encerramento do jogo. Esse cenário, aliás, repete o da rodada anterior, quando o Catanduvense levou outra surra, desta vez por 13 a 0 para a Matonense.
O saldo, portanto, foi de 30 gols negativos em apenas duas partidas. No balanço geral da competição, foram dez derrotas, apenas quatro gols pró e 66 contra, com um saldo negativo de -62.
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Catanduvense: crise sem precedentes
A crise no clube é profunda, visto que desde a estreia, quando perdeu por 6 a 0 para a Santacruzense sem técnico e sem reservas, o clube mostrou fragilidade estrutural. O presidente Sérgio Gomes chegou a justificar que os titulares não jogaram porque as inscrições não ocorreram a tempo. Para piorar, o Catanduvense enfrenta dívidas com a Federação Paulista de Futebol, cuja renegociação se deu um acordo de R$ 20 mil de entrada e dez parcelas de R$ 7 mil.
Mesmo quando os placares pareciam menos desastrosos, a equipe jamais conseguiu reagir. A partir da quinta rodada, a sequência de goleadas se tornou rotina, sempre com pelo menos cinco gols sofridos. Sem treinador principal, apenas auxiliares comandaram a equipe em súmula, e o número de atletas disponíveis foi caindo rodada após rodada.
Do auge à queda livre
Em 2006, o Catanduvense foi vice-campeão da Bezinha e, em 2012, chegou à elite do Paulistão. Naquele ano, sob o comando de Roberval Davino, o time enfrentou gigantes — empatou com o Palmeiras e quase venceu o Corinthians, que seria campeão mundial meses depois. Mas também sofreu goleadas, como o 5 a 0 diante do Santos de Neymar e Ganso.
Fundado em 2004 como sucessor do antigo Grêmio Esportivo Catanduvense, o clube viveu instabilidade após seu breve auge. Divergências com a prefeitura sobre o uso do estádio Silvio Salles e até o furto de um cofre com salários dos jogadores marcaram a temporada de 2012. A queda foi inevitável: em 2018, após terminar na lanterna da Série A3, o time despencou para a última divisão, onde permanece até hoje.
Campanha do Catanduvense na Bezinha-2026
- Rodada 1 – Santacruzense 6 x 0 Catanduvense
- Rodada 2 – Catanduvense 1 x 2 São Carlos
- Rodada 3 – Mogi Mirim 2 x 1 Catanduvense
- Rodada 4 – Matonense 3 x 1 Catanduvense
- Rodada 5 – Catanduvense 0 x 4 Independente de Limeira
- Rodada 6 – Catanduvense 1 x 5 Santacruzense
- Rodada 7 – São Carlos 8 x 0 Catanduvense
- Rodada 8 – Catanduvense 0 x 6 Mogi Mirim
- Rodada 9 – Catanduvense 0 x 13 Matonense
- Rodada 10 – Independente de Limeira 17 x 0 Catanduvense
O Catanduvense, que já sonhou alto ao longo de sua história, atualmente luta para sobreviver em meio a dívidas, falta de elenco e resultados devastadores.
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