Os confrontos entre seleções com origem árabe são raros na história das Copas do Mundo. Entretanto, o aumento para 48 países participantes, na edição de 2026, garantiu o quarto duelo na primeira fase. Jordânia, do Oriente Médio, e Argélia, do norte da África, caíram no Grupo J e vão se enfrentar na madrugada de segunda para terça-feira, à meia-noite, em Santa Clara.
Ambas as equipes vêm de derrotas. Em sua estreia na história do torneio, os jordanianos levaram 3 a 1 da Áustria. Por sua vez, os argelinos sofreram três gols de Messi e foram goleados. Assim, a partida ganha contornos decisivos de olhos em uma classificação para a segunda fase.
Até então, a Arábia Saudita esteve envolvida em todas as partidas entre árabes. E saiu invicta, com duas vitórias e um empate. Veja a lista:
Arábia Saudita 2 x 1 Marrocos – 1994
Arábia Saudita 2 x 2 Tunísia – 2006
Arábia Saudita 2 x 1 Egito – 2018
As melhores campanhas de árabes
Quatro também é o número de vezes em que seleções com esta origem avançaram na fase de grupos em um Mundial. Principal time africano da atualidade, o Marrocos fez história em 1986, caindo nas oitavas para a Alemanha Ocidental, e foi ainda mais longe em 2022 – com a inédita semifinal.
Já a própria Arábia teve bom desempenho em 1994, com duas vitórias e eliminação nas oitavas para a Suécia. Aquela campanha foi marcada pelo golaço de Al-Owairan, que, logo aos cinco minutos de jogo contra a Bélgica, arrancou do meio de campo e driblou vários adversários antes de balançar as redes.
E a Argélia também uma história muito bonita em Copas. No Estádio Beira-Rio, em 2014, os africanos passaram de fase e por pouco não eliminaram a Alemanha, que se sagraria campeã. A partida terminou em 0 a 0 no tempo normal, mas Schurle e Özil resolveram a parada.
O que significa ser um “país árabe”?
Formalmente, o termo existe através da Liga Árabe, uma organização internacional fundada em 1945. São 22 nações membros que dividem a identidade política e cultural. Na África, Argélia, Egito, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Sudão, Tunísia, Comores, Djibouti e Somália. E no Oriente Médio: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina e Síria.
A ampla maioria dos países árabes prega a religião muçulmana, mas isso não é uma regra. Afinal, há milhões de cristãos entre as pessoas desta origem. Assim como grandes países de maioria da população muçulmana, como Indonésia, Paquistão e Irã, não são árabes.
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